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TV Digital está em oito capitais e conversores ficaram 82% mais baratos

dezembro 19, 2008

 

 

 

Em entrevista com jornalistas para o Bom Dia Ministro, com duração de uma hora e transmitida para rádios de todo o País, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, falou sobre a TV Digital e da instalação de banda larga nas escolas da rede pública. O programa é produzido pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitido via satélite. Leia abaixo os principais trechos.

TV Digital – “A TV Digital já está em oito capitais brasileiras e em um pólo importante, que é Campinas. Está chegando agora no interior de São Paulo e depois no interior do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Já estamos com a tecnologia 3G implantada há cerca de seis meses. Foram seis meses de muito esforço por parte das companhias de telefonia móvel para a implantação em tempo recorde desta nova tecnologia, que já está nas principais capitais brasileiras e em várias cidades do interior. Cidades menores, de até 100 mil habitantes, já estão recebendo a tec nologia de terceira geração.”

Conversores – “Em Belo Horizonte, nas principais lojas de eletroeletrônicos você é possível comprar o conversor da TV Digital por R$ 240,00 Olha a diferença. Quando lançamos a TV Digital, em dezembro de 2006 em São Paulo, o conversor custava R$ 1.400, e naquela época eu disse : não compre porque está caro demais. Na verdade, era mais caro que um IPhone, que um DVD, que um televisor. Mas, hoje, o conversor popular já está sendo vendido a R$ 240,00. Não só em BH, mas nas principais capitais e cidades onde já temos a TV Digital. Se você quiser um conversor um pouquinho diferente ele pode até ser mais bonito na apresentação, mas ele faz a mesma coisa que faz o conversor de R$ 240. O mais caro hoje no mercado custa R$ 450,00. Então houve uma queda de preço formidável.”

Sistema brasileiro – “Tivemos muita preocupação na definição do sistema brasileiro de televisão digital, porque temos três sistemas que estão implanta dos no mundo inteiro: americano, europeu e asiático (japonês). Por que decidimos por um sistema baseado no sistema japonês? Porque os outros dois sistemas, o americano e o europeu, não atendiam às necessidades das políticas públicas de comunicação do Brasil. Por exemplo: o americano só transmite para um televisor fixo. O europeu usa praticamente e exclusivamente o sistema stander de televisão. Não faz alta definição como o sistema americano. E, quando faz a transmissão móvel, é preciso usar uma linha telefônica. Então, tenho que pagar a companhia telefônica para receber a imagem de televisão no meu celular ou no carro. Isto praticamente inviabiliza porque a US$ 1,25 o minuto de televisão transmitido para o seu celular quem vai poder paga? No Brasil se fosse um real, como se paga hoje pelo pré-pago, você ainda sim não poderia ver televisão no celular. Porque pra você ver um capítulo da sua novela enquanto você está viajando no ônibus ou no trem você vai pagar R$ 60,00. É uma coisa absurda, então decidimos pelo sistema japonês que faz tudo isso gratuitamente.”

Crise e TV Digital – “Essa crise, curiosamente, não chegou no setor de telecomunicações, até pelo fato de que, aqui entre nós, quanto maior a crise, mais gente fala no telefone. Mas se queremos ouvir mais notícias ficamos agarrados na televisão ouvindo o que está acontecendo. Então, acho que o último lugar que essa crise vai chegar é neste setor. Todas as empresas estão investindo e multiplicando seus esforços. Mas é evidente que, como a crise é mundial, terá alguns reflexos no Brasil. O primeiro foi o aumento do dólar. Isto dificulta um pouquinho quanto ao custo dos aparelhos, que são importados. Mas o Brasil já está fabricando os principais instrumentos da TV Digital e do rádio digital, por exemplo. Estamos exportando os transmissores da TV Digital para os Estados Unidos. O maior exportador de transmissores de TV Digital hoje para os Estados Unidos é o Brasil. Produzimos ess es transmissores em Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, e na Zona Franca de Manaus. O Brasil está muito preparado para enfrentar a cris e e está muito bem no setor de telecomunicações. Ao invés de estarmos importando a maioria dos equipamentos, estamos exportando.”

 

Transmissão – “Temos a transmissão em alta definição para os receptores fixos se quisermos fazer as transmissões standers como o sistema europeu. Mas fazemos a transmissão móvel e a para o celular gratuitamente, ou seja, não custa nada.Em todas as sete capitais brasileiras, mais Campinas, onde já estamos atuando com a TV Digital, você já tem rigorosamente o que eu disse: a televisão em alta definição, a stander, a móvel e a fixa.. O sistema brasileiro de televisão digital é avançado, e tem ferramentas especiais. Pegamos o sistema japonês e melhoramos, porque a interatividade que existia no sistema japonês era toda voltada para o comércio eletrônico. Por mais que a gente queira entender a importância do comércio eletrônico, para nós a interatividade é importante na medida em que você pode usar essa ferramenta. A TV D igital, numa sala de aula onde você pode transmitir para todo Brasil, não é só o professor que fala. O aluno também pode.”

Banda Larga nas escolas – “No momento, estamos na primeira fase de implantação do sistema, colocando pelo menos um kit telecentro em cada um dos municípios brasileiros. Todos receberam, nos últimos 18 meses, um kit completo para se fazer a recepção de internet banda larga. Isso são computadores, roteadores, DVDs, projetores, telões etc. Nas cidades do interior, normalmente se tem em uma de cada 100 escolas. Quando há até três escolas, coloca-se em todas. Quando há mais dez escolas, passamos para a segunda fase do programa que é a instalação da banda larga direto pelas companhias telefônicas. Fizemos um convênio com as companhias no ano passado em que ficou acordado que elas tinham que investir neste ano aproximadamente R$ 1,2 bilhão para instalar pequenas cabines telefônicas para cada 50 mil habitantes em todas as cidades do Brasil. Essas c abines vinham com acesso à internet discada, um fax e um telefone. Com um problema: o usuário teria que pagar pelo serviço. Então, fizemos um acordo com as companhias. Em vez de instalarem essas cabines telefônicas, elas se comprometeram a instalar a internet banda larga nas escolas. Até 2010, chegaremos a 50 mil escolas. Neste momento, já estamos em dez mil. Nossa proposta é chegar até maio ou abril do ano que vem com 18 mil escolas no Brasil inteiro. O programa vai chegar a 142 mil escolas em cinco anos. É evidente que há uma certa dificuldade em atender certas áreas remotas, onde ainda não há sequer uma ligação telefônica capaz de suportar a banda larga. Estamos começando pela zona urbana. Mas, atendendo a zona urbana, já vamos cobrir, até o final deste governo, 85% de todos os estudantes da rede pública.”

Inclusão digital – “Temos algumas experiências que são formidáveis. Realizamos alguns testes antes de começarmos a fazer a implantação da banda larga em t odo País. A idéia começou a partir do sentido de que nós, levando a banda larga às escolas, estaríamos ajudando não só os alunos, mas também os professores e a própria comunidade. Na maioria das pequenas cidades do Brasil, a escola é o centro da atenção. Quando se coloca um telecentro completo, com 12 computadores e mais todos os móveis necessários, e instala a conexão banda larga, é dada a comunidade uma extraordinária opção em fonte de pesquisas, informação, de participação em ações da comunidade, do estado, do País e até do exterior. A banda larga é uma nova ferramenta de interação no mundo inteiro. Isso está acontecendo em todas as cidades. Evidentemente que muita gente ainda precisa aprender a mexer com essa nova tecnologia. Os jovens não costumam ter problema. Para as crianças então, é algo formidável. Os mais velhos é que precisam ter uma interação maior com o computador.”

Eficácia – “A eficácia do programa é medida de acordo com o que se fez no exterior com muito sucesso. Estamos acompanhando, por exemplo, a implantação de programas de banda larga nos Estados Unidos, na Europa e em alguns países da América Latina. Estamos entendendo que a internet é absolutamente essencial. Ela não pode mais faltar na sala de aula, nem deixar de ser usada por aqueles que estão aprendendo. Dados dos ministérios das Comunicações e da Educação mostram que, quando se coloca internet em uma escola, o rendimento dos alunos aumenta em mais de 80%. Tenho alguns exemplos formidáveis. Em Tiradentes, Minas Gerais, onde fizemos um dos primeiros projetos de banda larga nas escolas, o rendimento dos alunos foi 80% melhor nos primeiros seis meses.”

Acesso digital – “Temos apenas oito anos, porque já se passaram dois desde o momento em que assinamos, em 2006, o Decreto nº 5.820. O tempo é suficiente, sim. Na verdade, o que estamos observando no mundo inteiro é que o processo digital veio para ficar. Ele já está definido nos EUA, na Europa, na Ásia e o estamos definindo no Brasil e na América do Sul. Vamos, inclusive, levar o nosso projeto de TV Digital para a Argentina, que já e stá praticamente assinado, para o Chile, Peru, Venezuela, entre outros países. O sistema digital vai diminuir custos. Se você for sair hoje no mundo inteiro para comprar equipamento analógico, não conseguirá encomendá-los. Com isso, os preços vão caindo. Em 2016, vamos desligar o sistema analógico, como acontecerá em três meses nos Estados Unidos. Os europeus e japoneses programaram o desligamento do sistema analógico em 2010. Se não fizermos o mesmo, ficaremos atrasados. O Brasil entrou na era digital, deu um passo definitivo. Estamos vivendo em um momento de plena convergência mundial. De repente, o seu televisor passa a ser um ponto de acesso de comunicação, não será apenas um televisor. Haverá a internet e telefone pelo televisor. Tenho certeza que o sistema será muito bom para o País inteiro, porque resolveremos alguns problemas clássicos da televisão. Quando começamos a fazer os primeiros testes, fomos para São Paulo, que é a praça mais difícil pela barreira dos edifíc ios e tamanho da cidade. Hoje, toda a região metropolitana de São Paulo está coberta com a TV Digital, com imagem perfeita. Com o sinal digital não existe meio termo – ou se recebe a imagem perfeita ou não se recebe imagem nenhuma. Apuramos que, na Grande São Paulo, 85% das imagens da TV analógica são deficientes.”

 

 

 

fonte: Pantanal News

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TV digital faz um ano ainda cara e sem os ganhos esperados

novembro 9, 2008

A estréia da TV digital no Brasil completará um ano no início de dezembro. A nova tecnologia, no entanto, ainda não deslanchou. O elevado custo dos conversores de sinal — set-top box — e dos aparelhos de TV digital que permitem a alta definição da imagem são alguns dos entraves.

Por Ana Rita Marini e Candice Cresqui, no site da FNDC

A interatividade, que poderia ser o maior ganho da nova tecnologia, ainda não está disponível e, quando estiver, precisará de equipamentos certificados para a função — dos atuais, disponíveis no mercado, muitos ainda não estão preparados para receber o recurso. Enquanto isso, o público migra da TV para a Internet.

Informações do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD), a partir de dados da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), indicam que a TV digital fechará o ano de 2008 com 645 mil telespectadores. Neste número estão contabilizados a recepção por meio de 150 mil receptores fixos, (e uma média de 3,3 telespectadores), e 150 mil receptores móveis como celulares e mini-TVs, onde apenas uma pessoa por equipamento utiliza o serviço.

No entanto, especialistas da área alertam para o fato de os conversores atuais não possuírem aplicativos para a interatividade e não permitirem atualizações, ou seja, quando a tecnologia estiver disponível, será necessário adquirir outro conversor.

De acordo com a cineasta Berenice Mendes, membro da Coordenação Executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), ainda não é possível perceber mudanças concretas nas transmissões digitais por dois motivos: primeiro, porque vai demorar a se formar uma escala de mercado onde toda a população possa ter acesso aos equipamentos. Segundo, porque, para a classe média, principal usuária da tecnologia inicialmente, não há muita diferença dos serviços oferecidos por empresas como a Sky ou a Net (de TV por assinatura), que já possuem uma definição melhor de imagem e de som.

“A impressão que temos é que um instrumento que poderia ser efetivamente transformador e revolucionário é simplesmente apropriado pelo mercado, que vai utilizá-lo para maximizar os resultados do modelo comercial da televisão que eles insistem em não alterar”, lamenta Berenice.

Em São Paulo, primeira capital a ter o sistema de TV digital implementado, a desinformação quanto à forma de operação dos conversores e as áreas com baixa cobertura do sinal dificultaram o processo de adaptação à tecnologia. Em certas regiões da cidade, não há nível de recepção satisfatório, há falhas na cobertura, além de muitos usuários com dificuldades para instalar seus receptores.

Como o sinal digital é captado somente em UHF, além do set-top box é necessário uma antena interna ou externa da freqüência — lembrando ainda que a alta definição é possível apenas em televisores acima de 32 polegadas. O Fórum SBTVD realiza campanha para esclarecer os procedimentos necessários para a captação.

Sexta capital recebe TV digital

Na última terça-feira (4/11), Porto Alegre passou a integrar o grupo das capitais que já operam com o sinal digital (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia e Curitiba já transmitem com a nova tecnologia). O ministro das Comunicações, Hélio Costa, assinou termo autorizando a RBS TV, TV Pampa (Rede TV!), TV Bandeirantes, SBT, Record e TV Ulbra a digitalizarem suas transmissões a partir da capital gaúcha. Até o final do ano, a TV Digital deve chegar também a Salvador e a Florianópolis.

Para a RBS TV, do Rio Grande do Sul, a expectativa é de ganho em qualidade. “Na nossa interpretação, estamos levando à televisão a mesma portabilidade do radinho de pilha. Agora vamos ter a televisãozinha de pilha. E isso é uma vantagem muito grande, até porque esse serviço é gratuito, diferente de outros países onde é preciso pagar por ele”, afirma Paulo Tonet Camargo, diretor geral e institucional do Grupo RBS em Brasília. Paulatinamente, garante o empresário, uma série de outros serviços poderão ser agregados, como informações sobre a programação, por exemplo.

Sobre os altos preços dos conversores para a TV digital, Tonet compara: quando lançaram a TV a cores no Brasil, no início da década de 1970, os primeiros aparelhos custavam o preço de um automóvel. Hoje, um aparelho analógico custa em torno de R$ 500,00.

“Como em tudo, precisa de escala de produção para começar a diminuir o preço. Isso leva um tempo. Por isso, o governo federal deu o prazo de 10 anos para a migração. A televisão brasileira como um todo está iniciando a implantação da sua plataforma digital. Nós ainda estamos tateando”, afirmou Tonet.

Contra a corrente

No lançamento da TV digital em Porto Alegre, o ministro Hélio Costa destacou: “É uma grande revolução dos meios de comunicação. Não só pela belíssima imagem de alta definição, mas porque traz um componente que é fundamental para os dias de hoje: a interatividade”.

Entretanto, enquanto as emissoras de televisão investem pesado na tecnologia, high definition (HD), o público vai migrando da TV para a internet. Apesar de ainda dominar a atenção nacional como veículo de comunicação, é fato que as audiências na televisão vêm caindo no País (leia).

Por outro lado, na internet o acesso só faz aumentar. Os meios audiovisuais na web têm sido cada vez mais buscados e explorados, mesmo com definição de imagem muitas vezes pouco razoável — porém com muitas possibilidades de interatividade, quesito preterido neste momento na TV.

“São coisas diferentes. O grande meio popular de entretenimento e de informação ainda é a televisão. Embora a internet entre muito fortemente, ela não é um meio livre, é um meio pago”, argumenta Tonet.

Para o executivo da RBS, o investimento na televisão digital, nas novas tecnologias, é uma crença em que a “televisão livre, aberta e gratuita” durante muitos anos ainda vai ser um importante meio de informação. “Claro que a convergência é uma realidade, mas se nós não avançarmos tecnicamente nesse meio, em uma televisão, aí sim nós estaremos correndo risco de não ter, por exemplo, a interatividade como um valor agregado para oferecer ao nosso telespectador”.

De um modo geral, há um grande esforço das grandes emissoras (as que têm recursos financeiros para comprar os equipamentos) em se equiparem e fazer a transferência da tecnologia. Porém, está claro que, para os radiodifusores, neste momento, a ausência da interatividade na TV digital não é um problema.

“Ainda não existe um modelo de negócios que considere a questão da interatividade. Mas, sem dúvida, este é um requisito muito importante para a sociedade”, destaca Berenice Mendes, lembrando, por exemplo, que esta seria uma possibilidade de inclusão digital por meio da televisão.

“Quando a sociedade brasileira foi excluída do debate sobre a opção do modelo da digitalização, nós do FNDC, reclamávamos que antes disso deveríamos discutir qual TV e que conteúdo queríamos. E, a partir daí, ver qual modelo seria o mais adequado. Mas isso não aconteceu. Foi uma derrota da sociedade”, lembra a cineasta.

Ela avalia que, ao priorizar o aspecto tecnológico, não veremos grandes transformações. “Eu não acredito que em curto prazo as potencialidades possam ser conhecidas e apropriadas pela população. Particularmente, me sinto muito frustrada com a implantação da TV digital no Brasil. Está muito diferente do que poderia ser, com muito menos força”, julga Berenice.

Conversores atuais não suportarão interatividade

Técnicos salientam que os receptores mais baratos muitas vezes não têm condições de fornecer a alta definição — somente limpam a imagem e o som de eventuais ruídos. Além disso, dos aparelhos oferecidos no mercado atualmente, poucos serão compatíveis com os middlewares e softwares de interatividade — único recurso que faria diferença sobre a tecnologia japonesa ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial) — apesar de haver um grande esforço de mercado nesse sentido.

Isso significa que quem comprar receptores neste momento precisará adquirir outro mais adiante, quando a interatividade for possível. Assim, além de caros, os set-top box atuais estarão desabilitados para este ganho.

Para que aconteça a interatividade na TV digital, os pesquisadores precisam ainda concluir o desenvolvimento do middleware que realizará o transporte do protocolo de informações embarcado nos conteúdos de áudio e vídeo. O vice-presidente do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD), Moris Arditti, declarou, na última semana, à revista Época Negócios (leia), que a interatividade chega à TV digital no primeiro semestre de 2009.

Pesquisadores do setor explicam que a demora para a especificação do middleware está numa combinação de fatores que vai desde o desinteresse dos radiodifusores pelo assunto (porque não definiram políticas para um novo modelo de negócios), até as dificuldades técnicas e de propriedade intelectual. O fato é que, quanto mais tempo demorar para uma tomada de decisão, maior será o numero de aparelhos comercializados sem essa funcionalidade, criando um problema econômico e financeiro para a implantação da função interatividade.

“Se a gente considerar a TV digital que está sendo implantada efetivamente, ela traz uma melhora na qualidade visual, uma qualidade de resolução para quem dispõe dos recursos. Mas ela não é, como poderia ser, uma TV revolucionária”, enfatiza Berenice Mendes.

A RBS abre sinal de TV digital em Porto Alegre na terça (4)

outubro 23, 2008

  Conteúdo em HD vai ao ar dia 5.

 

O grupo RBS, afiliado à Rede Globo no Rio Grande do Sul, vai abrir seu sinal de TV digital para o público no dia 4 de novembro. A empresa já finalizou os testes com antenas e retransmissores de sinal digital na capital gaúcha e aguarda apenas o sinal verde do ministério das Comunicações.

 

Para explorar faixas de TV digital, as emissoras de TV dependem de outorga do ministério. Hélio Costa, ministro das Comunicações, viajará a Porto Alegre dia 4 para assinar autorizações e participar de cerimônia pública.

 

No dia seguinte, a quarta-feira (5), a RBS levará ao ar seu primeiro programa produzido em alta definição. O Jornal do Almoço será apresentado, ao vivo, em HD.

 

A rede também instalou antenas e transmissores na cidade de Florianópolis, onde já efetuou testes. A rede espera obter autorização do ministério para abrir o sinal digital na capital catarinense até o final de novembro.

fonte: INFO

Celular com TV da STI chega às lojas

setembro 4, 2008

chegou, finalmente

CelTV: chegou, finalmente

O Samsung V820L já não é o único celular com TV digital do Brasil. Já começou a ser vendido o CelTV, da Semp Toshiba – que também vem com o recurso de assistir à TV sem pagar nada a mais por isso.

Dizer “já”, no caso, é força de expressão, porque o CelTV – que era conhecido até agora pelo nome CTV41 – havia sido prometido desde abril. Mas só ontem os jornais estamparam seus grandes anúncios, ofertando o produto por 899 reais.

E o que é que o CelTV, ou CTV41, tem? Bem, que sintoniza TV digital, já sabemos. E, como se espera, ele toca MP3, tira fotos (com um sensor de 2 megapixels), grava vídeos, tem Bluetooth e aceita cartões de memória de até 2 gigas. E fala…

Ah: sua tela, de 2,2 polegadas (só?) é do tipo sensível ao toque – ou seja, serve tanto para ver a TV como para “discar” o número de telefone.

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O CelTV é vendido para uso com a rede da operadora Vivo. Em São Paulo, pode ser encontrado nas lojas da Vivo e do hipermercado Extra. O preço de 899 reais é válido para os planos Vivo Pré.