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SCORPIONS AQUECE A NOITE DE BELÉM

setembro 4, 2008

Fãs paraenses prestigiam em massa show da banda de rock

Cinco escorpiões tomaram conta da noite de Belém, ontem, no Cidade Folia, no Entroncamento: com o show ‘Humanity Acoustica’ a banda alemã Scorpions mostrou por que é uma das mais respeitadas na história do rock, em particular do hard rock, desde o final dos anos 60. Antes do show da banda, os fãs estavam frenéticos sem disfarçar que se tratava de uma noite especial, com direito a comentários, relatos e conversas animadas sobre a trajetória do grupo, com direito a detalhes. Também pudera, o Scorpions, formado pelo vocalista Klaus Meine, os guitarristas Rudolf Schenker e Matthias Jabs, o baixista Pawel Maciwoda e o baterista James Kottak, é um colecionador de sucessos, como ‘Still loving you’, ‘Rock you like a hurricane’, ‘Big City Nights’, ‘Blackout’, Send me an Angel’, ‘Always somewhere’ e ‘Wind of Change’.

O show começou em ritmo eletrizante, às 22 horas, surpreendendo quem pensou que fosse começar por volta das 23 horas. A banda surgiu no palco mandando ver com a pesada ‘Hour 1’. Delírio geral na platéia. Muita gente como Lauro Bonfim, 31, dono de banca de revista, tinha acabado de ingressar na platéia, quando os acordes soaram. ‘Eu curto o som do Scorpions há muito tempo. É um som pesado, mas tem muitas baladas e as letras são inteligentes. O que difere a banda de outras é o vocal do Klaus, que não envelhece’. E foi a voz de Klaus Meine, com sua boina e visual irreverente que se entrelaçou com os solos da guitarra de Matthias Jabs e a pulsação da rítmica de Rudolf Schenker, para incendiar o público na primeira parte do show, totalmente elétrica. Nas saudações à platéia, Klaus usava abusava dos trinados quando dizia Belém do Pará.

ÍNDIO

Logo nas primeiras canções, o baixista Pawell Maciwoda apanhou e colocou na cabeça um cocar de índio que alguém da platéia atirou para o palco. O músico já havia subido ao palco com uma camisa do Círio 2008. Na terra de bandas como o Stress, primeiro grupo de heavy metal do Brasil, os escorpiões mostraram por que o riffs de guitarra bem elaborados nunca envelhecem, inclusive, com direito a solos e som metálico na voz de Matthias. O vocalista Klaus esbanjou simpatia, distribuindo baquetas de reserva do baterista James Kottak.

Na platéia, houve tempo para fotos de casais tendo ao fundo o Scorpions tocando no palco. Mas muita gente quis fazer mesmo foi uma sequência de fotos da performance da banda no Cidade Folia. No meio da agitação do mais puro hard rock, de repente, o guitarrista Matthias puxou a instrumental ‘Coast to Coast’, e aí quem aparece no palco é o guitarrista brasileiro Andreas Kisser, do Sepultura, convidado da banda para a turnê em cidades do Brasil. Os três guitarristas, o baixista e Klaus Meine, tocando guitarra, tocam juntos na beira do palco do Cidade Folia, para histeria dos fãs na platéia.

Em seguida, Klaus enfatizou, com um sotaque brasileiro-alemão: ‘Boa noite, Belém. Esta é a primeira vez que tocamos aqui, em Belém do Pará. É uma turnê muito especial, com a presença de Andreas Kisser, do Sepultura’. O vocalista apresentou os percussionistas e vocais de apoio para a segunda parte do show, a acústica. Depois da vibração da parte elétrica, a música que abriu a acústica não poderia ser outra para gáudio do público: o megahit ‘Always Somewhere’, com um arranjo percussivo nota dez. Depois, o Scorpions desfilou sucessos como ‘Send me an Angel’, ‘Holiday’ e ‘Still loving you’.

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