Archive for the ‘entrevista’ Category

Ritchie Blackmore: “me entedio e distraio muito facilmente”

novembro 10, 2009

Traduzido por Angélica Souza | Em 09/11/09 | Fonte: Fender.com ritchiebl

A Fender.com recentemente conduziu uma entrevista com o lendário guitarrista Ritchie Blackmore (DEEP PURPLE, RAINBOW, BLACKMORE’S NIGHT).

Seguem abaixo alguns trechos da conversa.

Fender.com: Como membro fundador do Deep Purple e do RAINBOW, é muito interessante que você também tenha se tornado bem-sucedido em um gênero totalmente diferente. Quando você sentiu pela primeira vez uma inclinação pela música com inspiração renascentista?

Ritchie Blackmore: “Eu senti uma inclinação pela música renascentista desde que ouvi a canção ‘Greensleeves’, quando tinha 11 anos. Depois novamente em 1972, quando ouvi David Munrow & Early Music Consort of London. Sempre ouvia esta música em casa ou nos hotéis na estrada. Era fascinado pelo som das flautas daquela época”.

Fender.com: “Secret Voyage” foi descrito como um álbum que leva seus ouvintes a uma “busca musical – uma viagem através do tempo e espaço”. O single “Locked Within the Crystal Ball” faz isto com uma tradicional melodia escrita pelo Rei Alfonso X de Castela servindo como semente para seu arranjo e composição final. Candice chamou isso de “Blackmor-izador”. Você pode descrever este processo criativo com mais detalhes?

Ritchie Blackmore: “Isto apenas desenvolve-se naturalmente. O trabalho fica muito mais fácil quando você já tem uma melodia que existe para trabalhar. Às vezes funciona adicionando instrumentos modernos. Às vezes não. Acho que deu certo em ‘Crystal Ball'”.

Fender.com: Você também revisitou um clássico do Rainbow, “Rainbow Eyes”, neste álbum. Ela ficou conhecida como uma das mais leves canções do Rainbow, descrita como algo celeste. Ela se encaixou bem como uma canção do BLACKMORE’S NIGHT, e como você determinou o novo arranjo?

Ritchie Blackmore: “Qualquer coisa melódica serve para ser incluída nesta banda. Originalmente ela era muito acústica e desta vez acrescentamos a guitarra elétrica para dar uma dimensão diferente”.

Fender.com: Sua introdução de guitarra para “Smoke on the Water”, do Deep Purple, é largamente considerada um dos mais famosos riffs do rock’n’roll. A letra da música foi inspirada pelas experiências que a banda teve quando um incêndio atingiu o Cassino de Montreux em Montreux, na Suíça, mas como surgiu este famoso riff?

Ritchie Blackmore: “Ian Paice (baterista do DEEP PURPLE) e eu sempre costumávamos tocar juntos, somente nós dois. Foi um riff natural para tocar na hora. Foi a primeira coisa que veio a minha cabeça durante aquela sessão”.

Fender.com: É dito que você nunca toca o mesmo setlist quando viaja ou toca a mesma canção da mesma forma duas vezes. É este estilo improvisacional um desejo de ser único, uma contínua busca pelo perfeccionismo, ou você apenas fica entediado facilmente ao ser repetitivo?

Ritchie Blackmore: “A última opção. Fico muito entediado e distraído facilmente. Nunca consigo lembrar partes, linhas, qualquer coisa do conjunto. Nunca poderia ser um ator”.

Fender.com: É verdade que quando seu pai lhe comprou sua primeira guitarra aos 11 anos era na condição de que alguém lhe ensinaria corretamente a tocar senão ele esmagaria sua cabeça com ela?

Ritchie Blackmore: “Sim, é verdade. Ele realmente disse isso. Acho que ele estava pensando que eu novamente ficaria entediado facilmente e pensou que fosse uma fase passageira – que eu não continuaria tocando o instrumento. Inicialmente eu queria ser trompetista, mas o instrumento era muito caro. Depois, um baterista, mas elas eram muito caras. Então meu pai me comprou uma guitarra. Era mais barata. Eu queria ser Eddie Calvert; ele era trompetista, quando eu tinha 8 anos”.

Fender.com: Você poderia falar sobre sua evolução como guitarrista, das primeiras lições clássicas ao Deep Purple e sobre o baixista e produtor do RAINBOW, Roger Glover, ter lhe ajudado a reconhecer que, embora tocar com velocidade pode parecer vistoso, diminuir a marcha e segurar uma nota é também uma verdadeira arte?

Ritchie Blackmore: “Percebi que quando comecei a tocar guitarra queria ser muito rápido. Depois percebi, quando este efeito diminuiu, que tocar mais devagar e com mais sentimento e emoção era muito mais difícil. Levou alguns anos para me acostumar a tocar lentamente. Agora eu acho mais difícil tocar rápido”. Para ler a entrevista completa (em inglês), acesse este link. Fonte desta matéria (em inglês): Fender.com

Postado no Whiplash

Fórmula 1: Com patrocínio Itaipava e TNT Energy Drink, Brawn conquista dois títulos em Interlagos

outubro 23, 2009

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Com uma corrida de antecipação, Jenson Button ficou com o primeiro lugar entre os pilotos e a Brawn assegurou a conquista entre os construtores no GP do Brasil
Os carros da Brawn apareceram diferentes para o Grande Prêmio do Brasil. O time fechou um acordo com a Cervejaria Petrópolis para disputar a penúltima etapa da temporada com o patrocínio brasileiro da cerveja Itaipava e TNT Energy Drink. A parceria veio no melhor momento do ano para a equipe: a conquista antecipada dos títulos de pilotos e construtores da Fórmula 1.

Para falar sobre o assunto, o chefe da equipe, Ross Brawn, recebeu os jornalistas para uma coletiva de imprensa na véspera da prova, no Hilton São Paulo Morumbi. “A Fórmula 1 sempre teve suporte do Brasil, é um País cheio de fãs de automobilismo e para nós é importante contar com um patrocínio brasileiro aqui, principalmente pela importância histórica desta corrida”, disse Ross Brawn.

Douglas Costa, gerente de marketing da Cervejaria Petrópolis, destacou a alegria de participar de um momento tão especial da Brawn. “Para nós, é uma satisfação muito grande patrocinar uma equipe que vem se destacando tanto. Estamos aproveitando a oportunidade de associar nossas marcas ao sucesso do time. Um parceria ‘pé-quente’”, afirmou, lembrando que, além dos títulos, a Brawn fez a pole com Rubens Barrichello.DSC00335

Foi também uma chance de ampliar a divulgação da mensagem de consumo responsável “Lugar de piloto é na pista, se beber não dirija”, que já anteriormente ganhou espaço no automobilismo no Brasil. “A questão do consumo responsável é sempre muito bem pensada dentro da estratégia da Cervejaria Petrópolis”, explicou Douglas Costa. A parceria ajudou a Brawn a encerrar muito bem uma temporada surpreendente na F-1.DSC00317

“Para ser sincero, nós não esperávamos tanto sucesso. Soubemos da saída da Honda em dezembro e fizemos um trabalho fantástico este ano. Foi uma experiência excepcional. Já era bom estar presente no grid. Estar por aqui dando a volta por cima é melhor ainda”, revelou Ross Brawn. Os bons resultados reforçaram as conversas da equipe com a Cervejaria Petrópolis para uma eventual parceria em 2010.

Ross Brawn explica que o orçamento para o próximo ano já está quase pronto. “Nossa verba está garantida pelas cotas de televisão, pelos prêmios da FIA e também já temos alguns patrocínios fechados. Só que é preciso mais para ser competitivo e repetir o nível deste ano e vamos continuar trabalhando”, concluiu o chefe de equipe, que alcançou seu 20º título mundial de Fórmula 1.

Veja aqui mais fotos da coletiva

Dinho Leme

Fotos da coletiva de Tom Cruise no Brasil estão vetadas, diz jornal

janeiro 24, 2009

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Jornalistas serão proibidos de entrar com celulares e câmeras na coletiva de imprensa

Tom Cruise virá ao Brasil para divulgar seu novo filme

Nada de máquinas fotográficas na coletiva de imprensa de Tom Cruise no Brasil. Os jornalistas que participarem da entrevista de lançamento do filme “Operação Valquíria”, marcada para o dia 3, às 13h, no Copacabana Palace, não poderão levar câmeras e nem mesmo celulares.

 . Além de divulgar filme, Tom Cruise terá programação cultural no Rio

 Segundo a coluna “Página 3”, do jornal “O Dia”, haverá uma sessão de fotos antes da coletiva, da qual só poderão participar jornalistas que tenham assistido ao filme na manhã do mesmo dia, em uma sessão exclusiva para a imprensa.

Fonte: Ego

Coletiva de imprensa de “Caminho das Índias”

janeiro 8, 2009
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Na manhã desta terça-feira (6), Glória Perez e Marcos Schechtman reuniram o elenco da nova novela global “Caminho das Índias” para apresentar a trama à imprensa. A coletiva de imprensa teve início às 10h20. 
Entre os atores do elenco que estiveram presentes no encontro: o casal protagonista Juliana Paes e Márcio Garcia, Mara Manzan, Beth Gofman, Alexandre Borges, Marjorie Estiano, Caco Ciocler, Tony Ramos, Nívea Maria, Juliana Alves, Tânia Khalill, Ana Furtado e Rosane Gofman.
Juliana Paes falou sobre sua personagem Maya que viverá um romance com Bahuan (Márcio Garcia).
“Maya é uma indiana de família rica. Uma menina muito alegre que se apaixona por um homem ‘sem casta’. É realmente um amor proibido. Ela quer se casar por amor e vai fazer de tudo para conseguir isso”, explicou a atriz.
Márcio Garcia interpreta um ser intocável, na concepção do induismo, a religião indiana. Bahuan é uma pessoa que não tem direito a nada, não pode tocar e nem ser tocado. No entanto, ele não segue as tradições e tenta mudar de vida. Vai para os Estados Unidos e se forma em Informática.
Quando retorna à Índia, acaba se envolvendo com Maya.
“Ela não poderia nem pisar na sombra de Bahuan e a família acredita que a união dele com Maya pode trazer má sorte para a família dela por muito tempo”, explicou Márcio Garcia.
Já Alexandre Borges atuará no elenco que vive no Brasil. Ele será Raul, um empresário que se encontra em uma crise existencial. Casado com Sílvia, personagem de Débora Bloch, ele acabará se envolvendo com uma psicopata, Letícia Sabatella. Com ela, ele achará que encontrou o rumo de sua vida.
“Raul é um homem perdido, tentando achar seus caminhos. Ele está envolvido no capitalismo e no consumismo excessivo”, contou o ator.
Mara Manzan dará vida à Dona Ashima. Segundo as palavras da própria atriz: “Ela é uma indiana que vive no Brasil há no mínimo dez anos. Viúva, ela tenta seguir de maneira moderada os costumes da Índia”.
A novela também trará revelações à telinha. Vitória Frati estréia na TV na pele de Júlia, que será filha dos personagens de Alexandre Borges e Déborah Bloch.
“Muito jovem com apenas 17 anos, ela começa a trama num mundo cor de rosa, quando de repente sua estrutura familiar é desfeita e ela tem de enfrentar as difiduldades da vida real”, declarou Vitória.
Tânia Khalill volta à TV com a personagem Duda, uma mulher livre e independente. Apaixonada pelo personagem de Rodrigo Lombardi ela será pedida em casamento e se mudará para a Índia. “Ela está vivendo um momento de sonho ao construir uma família”, completou a atriz.
Um dos principais atores do elenco, Tony Ramos será Opash Ananda. Casado com Indira (Eliane Jiardini), eles são pais de Amithab (Danton Melo), Ravi (Caio Blat), Raj (Rodrigo Lombardi) e Chanti (Carolina Oliveira).
O ator revelou detalhes sobre a preparação para as primeiras cenas do folhetim. “Foram três meses de preparação. Temos assessores indianos nos acompanhando todos os dias. O melhor de tudo é que podemos mergulhar nesse mundo com conhecimento e não apenas curiosidade”, afirmou.
A novela também dará espaço para personagens mulherengos. Entre eles Vitor Fasano e Caco Ciocler.
Fasano será Dario, um executivo que se vê atraído por meninas mais novas. No entanto, ele não se apega a nenhuma dela. “Ele é quase um Don Juan. Para ele mulher é um alvo em potencial. Ele quer quantidade e não qualidade”, declarou.
Já Caco Ciocler viverá Murilo. “Um mulherengo, mas de bom caráter”, disse o ator. Na trama, ele chegará a viver um louco e intenso romance com Chiara (Vera Fischer).
Até o Big Brother será abordado pela autora Glória Perez. Juliana Alves será Suellen, uma menina que só quer sabe de fama e tem como um de seus objetivos entrar para a casa mais famosa do Brasil. No decorrer da trama, ela se envolverá com um médico, Dr. Castanho, vivido por Stênio Garcia.
Ana Furtado também marca sua volta à TV com a personagem Gabi. Uma advogada conceituada no mercado que entrará no folhetim para ajudar o empresário Ramiro Cadore (Humberto Martins).
“Gabi gosta de se vestir bem, tem presença, e por isso será alvo de ciúmes das mulheres”, contou Ana Furtado.
“Caminho das Índias” tem estréia prevista para 19 de janeiro.
Fonte: MSN

Cuidado com a sua reputação virtual na hora de uma entrevista de emprego

dezembro 26, 2008

Os headhunters estão com seu currículo na mão e procurando seu nome no Google; saiba o que fazer para não queimar seu filme pela internet

Renato Santiago

Você se candidatou a uma vaga em uma empresa, tinha boas indicações e um currículo caprichado. Mesmo assim não deu certo e você ficou se perguntando por quê. A resposta pode estar no Google.

Consultar a internet virou um hábito entre recrutadores e headhunters. Assim como você já deve ter feito, eles também colocam seu nome no Google para saber o que a internet diz de você.

Uma pesquisa do site CareerBuilder.com divulgada em setembro constatou que um em cada cinco executivos responsáveis por contratações em grandes empresas investiga candidatos em redes de relacionamento, como o Orkut e o Facebook. Desses, 34% declararam que já tiveram que desistir de pessoas por causa do que encontraram na internet.

Tanta gente se preocupa com isso que já surgiram até empresas especializadas em cuidar da sua reputação virtual. A norte-americana ReputationDefender.com promete monitorar diariamente o nome de seus clientes na internet e descobrir tudo o que é publicado sobre eles.

O serviço, que pode ser feito em qualquer idioma, custa US$ 9,95 mensais. Toda vez que algo indesejável for encontrado, um conselheiro da empresa orienta o cliente (no caso de o conteúdo prejudicial ter sido publicado por ele mesmo, como uma foto, comentários em fóruns) ou contata os sites responsáveis para que a informação seja destruída –o serviço adicional custa US$ 29,95. No ano passado, o faturamento da empresa foi de US$ 1,2 milhão.

“Usamos cada vez mais a internet. Acho que hoje todo mundo investiga assim, principalmente quando não temos nada além de um nome ou currículo”, diz Patrícia Epperlein, da consultoria Mariaca, que recruta executivos.

Se a internet é fonte de pesquisa para recrutadores, então é melhor tomar cuidado com o que você divulga sobre você mesmo. “Evite qualquer coisa que depuser contra você. Pense: ‘O que eu estou falando sobre mim no Orkut, no meu blog?’ Mesmo se for brincadeira, pode ser mal-interpretada. Tem muita gente careta contratando”, recomenda Epperlein.

Comportamento
Não é tão difícil assim saber o que se deve fazer ou não na internet. Se houvesse uma regra, ela certamente seria parecida com “não faça na internet nada que você não faria na rua”.

“A internet não é um mundinho isolado. Nela os padrões são iguais aos da sociedade. O profissional não pode se expor de uma maneira que não se exporia fora dela. Entrar em uma comunidade como ‘Eu odeio o meu chefe’ seria o mesmo que sair na rua com uma placa ‘eu odeio o meu chefe’. Colocar uma foto no Orkut fumando maconha seria o mesmo que fumar [maconha] na porta da empresa onde se quer trabalhar”, resume Sérgio Amad, coordenador de Recursos Humanos da FGV Projetos (consultoria da Fundação Getúlio Vargas).

O uso do Google e das comunidades sociais como ferramenta para recrutamento muda de acordo com o tipo de vaga a ser preenchida. Quando os headhunters procuram executivos, eles se voltam muito mais a comunidades especializadas em contatos profissionais, como a LinkedIn e a Plaxo, e ao Google.

Quando a procura é para funcionários de níveis hierárquicos mais baixos, aí sim Orkut e afins são vasculhados. “É uma tendência inevitável. Nesses casos, o RH ou uma empresa de seleção podem olhar as comunidades sociais. Vão ver como os candidatos estão usando a internet, se para expor suas taras e loucuras ou se a estão usando bem. O importante é que a internet é uma vitrine, então tem que ser colocado nela aquilo que interessa”, diz Mariá Giuliese, diretora-executiva da consultoria Lens Minarelli.

Se você já colocou muita bobagem na internet (usando seu nome verdadeiro, ainda por cima) e está pensando em contratar a ReputationDefender, acalme-se, pois os três consultores concordam em uma coisa: nem Google, nem Orkut nem qualquer coisa encontrada na internet deve ser o único critério para se descartar ou contratar algum profissional.

“Claro que o candidato só pode ser descartado depois do contato pessoal. A internet não prescinde da entrevista, do contato real”, diz Giuliese. Sérgio Amad concorda: “O recrutador tem que fazer um uso criterioso dessa ferramenta [internet], ver a fonte da informação, checar se ela é verdadeira. E não usar só isso. Continua necessário realizar a entrevista, ver o currículo”, afirma. “Se alguma coisa ruim é encontrada, não descarto [o candidato], fico alerta”, completa Epperlein.

Na escola
Seus hábitos na internet também podem ter efeitos na sua vida acadêmica. Nos Estados Unidos, o hábito de “googlar” candidatos a vagas nas universidades já começa a contagiar os “admission officers”, responsáveis por escolher os estudantes que serão admitidos ou não no próximo ano letivo –lá o estudante é escolhido por uma comissão que leva em conta seu desempenho no ensino médio e outras atividades desenvolvidas na vida escolar, diferentemente do vestibular brasileiro.

Uma pesquisa da consultoria de carreiras Kaplan, dos Estados Unidos, mostrou que um em cada dez recrutadores das universidades mais bem cotadas pesquisa na internet os perfis de seus candidatos. Ao todo, foram 320 recrutadores entrevistados, dos quais 12 disseram que o conteúdo dos perfis geralmente prejudica o candidato.

O baixo número de pesquisadores pessimistas, no entanto, mostra que o quadro não é tão feio assim, e que é possível também fazer a internet ajudar. Prova disso é a Zinch.com, comunidade criada por jovens que tiveram problemas para entrar nas universidades que queriam porque suas notas não eram exatamente brilhantes.

Funciona assim: o estudante monta um perfil detalhado sobre seu desempenho no ensino médio, suas idéias, suas habilidades e o que quer desenvolver na vida acadêmica. Os recrutadores então analisam esses perfis e podem conhecer mais profundamente os candidatos. Por isso o slogan do site é “I’m more than a test score” (sou mais que uma nota).

A comunidade emplacou e cerca de 600 universidades americanas usam o Zinch para avaliar estudantes — entre elas algumas das mais prestigiadas, como Yale, UCLA e Johns Hopkins.

No Brasil, como o processo seletivo é diferente, é mais difícil que aconteçam casos assim. Mas há quem se dê mal por causa do que faz na internet. A estudante Mari Conti, do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, foi advertida formalmente depois de comentar em uma comunidade de alunos da instituição no Orkut. Conti chamou a faculdade de “uma instituição que cultua uma formação rigorosa e conservadora” porque a faculdade não aceitou a invasão do campus por pichadores. A invasão era parte do trabalho de conclusão de curso de um aluno, que acabou expulso.
O que fazer para preservar sua reputação na internet

– Seja educado. Deixar recados cheios de palavrões e xingamentos em blogs alheios pega mal

– Participe de fóruns e sites sobre a sua área e sempre procure argumentar bem na hora de expor sua opinião, seja ela qual for

– Se você já colocou algo que pode depor contra você na internet, tire imediatamente

E o que não fazer
– Não faça na internet nada que você não faria na rua. Assim como é provável que você não vá trabalhar usando uma camiseta com a frase “Eu odeio minha empresa”, então não entre em uma comunidade assim

– Não use fotos comprometedoras ou de mau gosto nas redes sociais

– Não coloque seu nome em qualquer lugar. Há golpistas que pegam currículos na internet e fingem ter propostas para tirar dinheiro dos candidatos. Você pode acabar largando o seu emprego atual por uma falsa oferta

O Orkut do repórter: meu perfil fala bem de mim
Será que o problema é tão grande quanto a ReputationDefender diz? Será que eu vou ter que parar de entrar em comunidades engraçadinhas e transformar meu perfil em uma página politicamente correta e chata? Mandei meu perfil do Orkut para a consultora Patrícia Epperlein analisar, e descobri que o bicho não é tão feio quanto pintam.

Tinha certeza que algumas das minhas comunidades, como “Eu odeio plantão”, iam pesar contra mim. Mas não pesaram, porque é normal não gostar de trabalhar nos fins de semana — nem os próprios consultores gostam. Se minha comunidade fosse “Eu falto no plantão”, talvez eu tivesse problemas.

“Não se deve nunca olhar algo isoladamente. Dentro do contexto todo do seu Orkut, deu para perceber que você tem um bom senso de humor”, foi o que Patrícia me disse. Ou seja, os recrutadores não são tão CDFs para levar tudo ao pé da letra, e ainda conseguem ver o lado bom de coisas que a gente nem imaginou.

Nem as comunidades “Born to lose” e “Eu não tenho talento” pegaram mal; ao contrário, pareceram um toque divertido ao lado das outras 50 comunidades das quais participo. Resumindo, as pessoas que estão com o seu currículo na mão sabem a diferença entre o Orkut e o LinkedIn, então é só não exagerar que seu filme não vai sair queimado.

Fonte: Abril

Repórter da Globo dá tapa em entrevistado

dezembro 21, 2008

Márcio Canuto, o repórter do jornal SPTV, deu um tapa na cara de um entrevistado ao vivo no SPTV 1ª edição,na edição da última sexta-feira(19). Ele estava em frente ao hotel em que Madonna estava hospedada e entrevistou um fã que veio de Fortaleza ver a diva do pop.

Márcio, ao perguntar sobre o emprego do entrevistado, ganhou uma resposta inesperada. “Que se f…”, disse. Canuto reagiu ao palavrão com um tapa na cara do jovem, que ainda bateu com a cabeça em uma árvore. Assista ao vídeo

Coletivas de imprensa e sapatadas na cara

dezembro 21, 2008

A cena foi ao mesmo tempo grotesca e reveladora. O jornalista iraquiano Munthadhar al-Zaidi, de maneira inusitada, levantou-se em meio a uma coletiva de imprensa, mirou a cara do presidente americano – desafeto de seu povo – e arremessou num espaço de tempo recorde os seus dois sapatos contra ela. Errou porque o espantado Bush desviou-se a tempo, mas cumpriu o seu papel: expressou para o mundo inteiro a sua indignação.

A imprensa, infelizmente, como costuma acontecer nesses casos, deu maior importância à cena propriamente dita e, posteriormente, às versões difundidas pelos amigos do “dono da guerra” ( “Muntadhar é comunista, fã de Guevara” e outras patacadas do mesmo teor) do que à razão legítima para tal forma de agressão. 

Além da identificação com o povo iraquiano, agredido por uma poderosa nação estrangeira, o jornalista deve ter ficado indignado, como todos nós, com a farsa daquela coletiva, um espetáculo midiático hipócrita que reunia o invasor e os militares iraquianos, seus prepostos, para uma entrevista demagógica de um presidente fracassado em fim de mandato.

Infelizmente, muitas coletivas de imprensa não passam de farsas, de manipulações engendradas por organizações (empresas, governos, entidades) e agências de comunicação/assessorias para seduzir veículos e jornalistas. Reuniões com informações de reduzida relevância (o que menos interessa na maioria delas é o conceito de notícia), mas regadas a bebidas finas, camarões e brindes de todos os tipos (a moda agora é pendrive porque, como explicam os entendidos, é útil e barato).

Certamente, você já deve ter ouvido falar ou estado presente (se é jornalista que cobre o setor automotivo) nas coletivas promovidas por montadoras em resorts, com direito a todo tipo de mordomia, algumas inclusive realizadas nos mares do Caribe. Uma demonstração contraditória de riqueza para empresas, como a Ford e a GM americanas, que andam caindo pelas tabelas, à beira da bancarrota, como repete todos os dias a mídia do planeta inteiro. 

Coletivas são realizadas a torto e a direito particularmente nas grandes cidades e a maioria delas não serve para coisa alguma. Os bons jornalistas (aqueles que preferem boas pautas à comida farta) sabem separar o joio do trigo e, educadamente, se recusam a participar de quase todas porque se deram conta de que pouco acrescentam (e podem irritar bastante) ou contribuem para qualificar a informação jornalística.

Um profissional competente identifica com facilidade as intenções de quem convida para estas reuniões porque elas já ficam evidentes nos releases que as apresentam, no convite via e-mail ou no contato telefônico com as redações.  Pura rasgação de seda, conversa fiada, um montão de adjetivos e obas-obas sem sentido, de hipocrisias e cinismos empresariais.

Os jornalistas e os veículos, de um bom tempo para cá, têm se tornado reféns das organizações e dos governos e, com raras exceções (que bom, elas existem felizmente), acabam apenas “penteando” releases, copidescando material distribuído pelas assessorias ou reproduzindo falas de executivos em coletivas subsidiadas por programas de “media training”. Por isso, as notícias parecem todas iguais (muitas são mesmo iguais, com os mesmos erros de acentuação, os mesmos títulos contidos nos releases) nos jornais, nos programas de rádio e TV e mesmo na web. Uma pobreza e uma submissão de dar dó.

Todos sabemos: muitos donos de veículos e editores mandam os jornalistas correrem atrás destas coletivas porque querem agradar atuais e futuros anunciantes ou mesmo porque não sabem pautar coisa alguma, não têm faro de notícia e, diante de um entrevistado, mal conseguirão formular uma pergunta minimamente inteligente. Por isso, o jornalismo brasileiro tem esta cara e este cheiro de “coisa arrumada”, de entrevista no sofá da Hebe Camargo ou da Ana  Maria Braga (o papagaio da apresentadora, na verdade, é uma alusão à postura do jornalista diante das fontes). Que os proprietários sejam assim tudo bem, mas também os jornalistas? 

A maioria das coletivas deve ser solenemente desprezada porque, no fundo, elas representam uma afronta à dignidade jornalística e ignoram o papel do profissional de imprensa e dos veículos efetivamente comprometidos com o debate, o interesse público.

Evidentemente, há coletivas absolutamente indispensáveis, agências/assessorias e empresas sérias e ninguém está aqui para condenar as coletivas ou os releases como se não fossem processos ou produtos normais em nossa atividade. Mas a banalização, a vulgarização, a falta de profissionalismo, a visão equivocada do que interessa aos jornalistas e sobretudo a farsa, a tentativa de manipulação incomodam e muito.

Para 2009, que se avizinha, talvez possamos adotar, conjuntamente, algumas decisões importantes com respeito às coletivas.

Em primeiro lugar, não compareça a coletivas de empresas de biotecnologia para ouvir a conversa idiota de que os transgênicos irão matar a fome do mundo e que eles contribuem para a saúde do planeta ao reduzir o consumo dos agrotóxicos. Lembre-se que a Monsanto ainda ganha mais dinheiro (muito mais) vendendo veneno do que com as sementes transgênicas (se deixarmos que ela obtenha o monopólio, como pretende, esta relação pode se inverter). 

Em segundo lugar, não acredite em empresas que proclamam abertamente, gastando tubos de dinheiro em propaganda, que são socialmente responsáveis, éticas, transparentes (você tem visto o noticiário sobre a Siemens, com propina para lá e para cá, como andam repercutindo os grandes jornais do mundo todo, inclusive do Brasil?).

Em terceiro lugar, desconfie também dos veículos que falam mal de determinadas organizações nas reportagens e até nos editoriais e buscam patrocínio delas para seus cursos de formação dos jornalistas (a Folha e o Estadão têm parceria com a Philip Morris, uma das gigantes do Tabaco que acaba de ser condenada agora por propaganda enganosa nos EUA).

Finalmente, não compareça a coletivas promovidas para fazer a apologia das melhores empresas para trabalhar, as mais admiradas, as melhores em gestão de alguma coisa, as mais sustentáveis porque esses rankings não são confiáveis e servem apenas para arrebanhar anúncios para editoras (você já percebeu que sempre tem um veículo por trás dessa história e páginas inteiras de anúncios das empresas vencedoras nas edições que anunciam a premiação?).

Os jornalistas não deveriam ser utilizados como “mula” para “notícias” que servem a determinados interesses e engordam os lucros de agências de comunicação/propaganda e assessorias que se prestam ao jogo sujo de “limpeza de imagem” de organizações predadoras. 

É bom repetir sempre o que todos já deveríamos saber: “não tem almoço grátis”, logo desconfie de quem convida para almoçar e, de imediato, já avisa que vai pagar a conta, distribuir brindes ao final da comida etc.

Estamos precisando de alguns Muntadhar al-Zaidi por aqui porque temos empresas e governos aos montes com a cara do Bush desfilando impunemente à nossa frente. Se é para fazer justiça, vai faltar sapato.

Em tempo 1: Você já leu o livro da Marie-Monique Robin – O mundo segundo a Monsanto, lançado pela Radical Livros, com apresentação da Marina Silva? Puxa, um dos melhores trabalhos de jornalismo investigativo destes últimos anos e que, de forma contundente, expõe as mazelas da corporação de St. Louis. Se você ainda não ouviu falar do herbicida 2,4,5-T, de dioxina, agente laranja, Posilac, do caso Arpad Pusztai, de perseguições, golpes baixos contra pesquisadores, jornalistas, aproveite as férias para uma atualização importante.  Há algo mais além dos prêmios agroambientais.

Em tempo 2: Parabéns para a ANVISA que, depois de audiências públicas, conseguiu elaborar normas mais rígidas para a propaganda de medicamentos, dando um safanão na Big Pharma e em parcela importante da comunidade da saúde que anda fazendo o jogo dos laboratórios. Quem sabe , de agora em diante, diminui um pouco a farra dos brindes para médicos, amostras grátis viciadas, uso de celebridades para vender remédios e estimular a auto-medicação.

Em tempo 3: Mais um recall dos grandes, novamente agora da Volks por causa de um problema no freio de vários modelos, inclusive o Fox, aquele que detonava o dedo dos motoristas. Será que as montadoras, além de fazerem lobby, chorarem o dia todo por dinheiro dos governos, praticarem uma gestão incompetente (via GM e Ford americanas), não poderiam também aprender a fazer carro com qualidade? Belo presente de Natal este da Volks, um presente de grego ou de alemão?

Aí estão várias empresas e segmentos industriais que também mereciam uma bela sapatada. Na cara e no traseiro. Muntandhar bem que  poderia dar uma coletiva explicando como fazer isso. Pode deixar a pontaria que a gente acerta por aqui. Com o famoso jeitinho brasileiro. 

 

* Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor da UMESP e da USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. Editor de 4 sites temáticos e de 4 revistas digitais de comunicação

fonte: Portal Imprensa