Queen+Paul Rodgers: Como foi o show na Via Funchal – São Paulo/SP

que0483_ae Algumas bandas voltam aos palcos apenas por dinheiro. Outras tocam visivelmente por obrigação. Mas o que dizer de um dos maiores nomes da música que mesmo após perder a figura principal, e com quase 40 anos de carreira, consegue fazer um espetáculo que emociona seis mil pessoas e se mostra emocionada?

A apresentação de Queen+Paul Rodgers na noite desta quinta-feira, 27, em São Paulo, foi emocionante. Se no show da noite anterior a Via Funchal não estava lotada, nesta apresentação mal dava para andar dentro do local. Crianças, adolescentes, jovens e muitas senhoras e senhores compareceram para prestigiar a banda.

Às 22h00 as luzes se apagam e no imenso telão ao fundo do palco pequenas luzes se acendem, transportando o público para uma viagem entre as estrelas. O barulho feito pela platéia é ensurdecedor. O baterista Roger Taylor aparece no seu posto e é ovacionado. Logo em seguida Paul Rodgers e Brian May. Aliás, dificilmente existe um guitarrista no Rock que seja tão carismático quanto ele.

O grupo tocou quase o mesmo repertório da noite anterior. O show começou com “Hammer to Fall” seguida de “Tie Your Mother Down” e “Fat Bottomed Girls”. Paul Rodgers consegue pôr seu estilo nos clássicos sem desfigurá-los e sem tentar imitar Freddie Mercury. O que, obviamente, nunca foi a intenção do ex-vocalista do Bad Company ou dos integrantes remanescentes.4c62db947f5f4fcb800544280dcdef51

As músicas do novo álbum, “The Cosmos Rock”, foram bem recebidas pela platéia. Muitas pessoas cantaram junto todas as novas letras. Durante os clássicos, claro, Paul Rodgers, Brian May e Roger Taylor tinham que tentar cantar mais alto que o público de São Paulo.

Após a nova “Surf’s Up… School’s Out”, May diz ao microfone: “Gostaria de apresentar meu amigo Paul Rodgers”. Lembrando seus tempos de Bad Company, o cantor apresenta sozinho ao violão a música “Seagull”. Logo em seguida May volta ao palco para um dos momentos mais esperados do show: “Love of my Life”. A reação do público faz o vocalista dizer no meio da música que “algo acontece na América do Sul. Vocês têm paixão” pela música.

A bela “‘39” é a próxima. Durante a música Brian May chama Roger Taylor para acompanhá-lo e os outros integrantes da banda de apoio. Taylor faz um solo de bateria e assume os vocais em “I’m in Love With My Car” e “A Kind of Magic”. A diferença em relação ao repertório da noite anterior foi a substituição da música “Bad Company” por “Feel Like Making Love”, dois clássicos da ex-banda de Paul Rodgers.

Além do imenso telão de alta definição no palco, o jogo de luzes foi um dos mais bonitos que uma banda já trouxe para o país. São os aparatos técnicos que transformam um show em espetáculo. No clima do novo álbum, a Via Funchal parecia ter se transformado em um planetário quando imagens de galáxias surgiram no telão e um globo espelhado refletia pequenos pontos brancos pelo recinto.

Em “Bohemian Rhapsody” muitos marmanjos foram às lágrimas quando a imagem de Freddie Mercury apareceu no telão. Foi ele quem cantou toda a primeira parte da música. Realmente emocionante. Para o bis a banda volta com “Cosmos Rockin’”, “All Right Now” (do Bad Company), “We Will Rock You” e “We Are the Champions”, que encerra a inesquecível noite.

Ao final, além da sensação de êxtase, ficou uma inveja de quem teve a oportunidade de ver a banda nos áureos tempos, com a presença marcante de Freddie Mercury.

fonte : Rock On Line

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2 Respostas to “Queen+Paul Rodgers: Como foi o show na Via Funchal – São Paulo/SP”

  1. Raphael Toscano Says:

    Nossa, me emociono toda vez que lembro do show, foi um show histórico, que teve pouca cobertura da midia, caso contrário, estaria lotado o Via Funchal, e mesmo tendo de dormir na porta, sem condução rpa voltar pra casa, foi o melhor show de todos os tempos!

  2. paulo queen Says:

    três vezes vi o queen no brasil, e desta vez mais perto com duas filhas de 18 e 14 anos. Elas resumem a minha paixão e pq. sempre amei o queen quando a nova geração tem oportunidade de vivenciar o que eu vi no morumbi e rock’n’rio. Este “show” ficará não na memória mas no coração de quem sempre soube que cantar e tocar (além de ser “gentlemens”) o carinho de fan faz parte do show. FREDDIE NÃO MORREU!

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