ARAQUÉM ALCÂNTARA LANÇA TRÊS GRANDES LIVROS DE FOTOGRAFIAS EM DEZEMBRO

Cabeça do Cachorro tem texto de Drauzio Varella e mostra a região mais desconhecida da Amazônia

Bichos do Brasil festeja a diversidade da fauna do país e alerta para as ameaças de extinção

Mata Atlântica celebra um dos cinco maiores ecossistemas do planeta e aponta o perigo da devastação

Trio de publicações do precursor da fotografia de natureza no país e recordista de vendagem no gênero

Um dos maiores fotógrafos brasileiros e uma referência mundial na fotografia de natureza, Araquém Alcântara lança em dezembro, pela Editora TerraBrasil, três livros que abordam com olhar diferenciado as questões da fauna, flora e meio ambiente do país.

Cabeça do Cachorro é uma viagem por uma das regiões mais inóspitas da Terra, e a menos conhecida da Amazônia, o desabitado noroeste do estado do Amazonas, na fronteira com a Colômbia e Venezuela.

Bichos do Brasil, com prefácio do grande zoólogo (e compositor) Paulo Vanzolini, faz uma celebração da riquíssima e colorida fauna brasileira, ao mesmo tempo que alerta para a extinção de espécies – devidamente retratadas – e a urgência de reverter esse processo.

Mata Atlântica chama a atenção para a riqueza da floresta nativa da costa brasileira e para a importância da preservação, com de apresentação de Paulo Nogueira-Neto, presidente da Fundação Florestal e um dos pioneiros na causa ambiental, com trabalho de reconhecimento internacional.

Araquém Alcântara, catarinense de Florianópolis, criado em Santos, 57 anos, desde 1985 dedica-se integralmente à documentação e à proteção da natureza brasileira. Autor do livro de fotografias sobre natureza mais vendido do país, Terra Brasil (Ed. DBA Melhoramentos), lançado em 1997, e constantemente reeditado, que alcançou a impressionante marca para o gênero de 80 mil cópias vendidas.clip_image001

Cabeça do Cachorro

O livro Cabeça do Cachorro, escrito pelo médico Drauzio Varella, com a participação do cientista social Jefferson Peixoto, e ilustrado com 100 fotos de Araquém Alcântara, será lançado em 16 de dezembro, no Museu da Casa Brasileira em São Paulo. Trata-se de uma investigação sobre os mistérios e belezas de uma das regiões mais inóspitas do mundo, o desabitado noroeste do estado do Amazonas, na fronteira com a Colômbia e Venezuela.

É como diz Drauzio Varella nas primeiras frases do livro: “Pegue o mapa do Brasil. Olhe para cima e para a esquerda, no extremo noroeste do estado do Amazonas. O contorno da fronteira com Venezuela e Colômbia não desenha a cabeça de um cachorro? É a essa região que dedicamos este livro: o Alto Rio Negro, terra das florestas mais preservadas da Amazônia. Sobrevoá-las é viver o êxtase. Até onde a vista alcança, são 360 graus de mata virgem; parece o mar.”

Em algumas viagens pela região, juntos ou separados, Drauzio e Araquém, experientes em aventuras pela selva, se surpreenderam com os milhares de espécies de animais e plantas nativas, os sons e as cores sob a mata fechada. “Viajamos por extensas áreas de igarapés, como também muita terra firme banhada pelas águas pretas do Rio Negro. Encontramos grupos indígenas que há anos não viam gente branca”, relata Araquém. A emoção, o impacto e o perigo de cada instante estão no livro cujo título vem de uma idéia prosaica: Cabeça do Cachorro é o apelido dado pelo povo da região ao traçado fronteiriço entre Brasil e Colômbia, que lembra um cão como se estivesse com a boca aberta e olhando em direção ao Pacífico.

Embora represente um pequeno trecho no mapa do Amazonas, a área explorada por eles é enorme. São 200 mil km² de floresta com densidade populacional de 0,25 habitante/km². Segundo o arqueólogo Eduardo Neves, da Universidade de São Paulo, 23 etnias vivem no local há mais de 3 mil anos. Isolados, indígenas preservam costumes ancestrais, como idiomas falados há mais de 500 anos e a produção de objetos artesanais.

Cabeça de Cachorro tem prefácio de Márcio Meira (presidente da FUNAI), projeto gráfico de Victor Burton e Ângelo Allevato Bottino, arte final de Fernando Moser, produção de Regina Belfort. Edição bilíngüe português-inglês, 240 páginas no formato 30 cm x 32 cm. Capa dura. Tiragem de quatro mil exemplares. Preço: R$ 145,00.

O livro é beneficiado pela Lei Rouanet e conta com patrocínio da Qualicorp. A viagem de Drauzio e Araquém pela Amazônia contou também com o apoio da Força Aérea Brasileira e do Exército Brasileiro.

Cabeça do Cachorro será lançado em noite de autógrafos em 16 de dezembro, terça-feira, a partir das 19h, no Museu da Casa Brasileira (Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 – Tel: 11.3032-3727).

Drauzio Varella

É médico cancerologista e escritor. Notabilizou-se como um dos pioneiros no tratamento da aids e na difusão jornalística da moléstia, já nos anos 80, nas rádios Jovem Pan AM e 89 FM, ambas de São Paulo. Entre 1989 e 2002, atendeu aos presos da Casa de Detenção de São Paulo e pesquisou a alta incidência de aids no presídio. A experiência resultou no livro Estação Carandiru, que deu origem ao filme Carandiru. É também colaborador do programa de TV Fantástico e colunista da Folha de S.Paulo.

No Rio Negro, Drauzio dirige projeto de prospecção de plantas e extratos para testes em células tumorais e bactérias resistentes a antibióticos. Entre outros trabalhos, coordenou ainda a publicação do livro Florestas do Rio Negro, com artigos de especialistas sobre a riqueza da biodiversidade botânica da Amazônia.

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Bichos do Brasil

Chega às lojas em 17 de dezembro, o livro Bichos do Brasil, com fotos de Araquém Alcântara, o mais conhecido e conceituado fotógrafo de natureza do país. Em 150 fotos ampliadas em 300 páginas, Araquém faz uma celebração da riquíssima e colorida fauna brasileira, ao mesmo tempo que alerta para a extinção de espécies – devidamente retratadas – e a urgência de reverter esse processo.

O prefácio é de Paulo Vanzolini, o zoólogo e compositor paulista (Ronda, Volta por Cima são duas de suas canções mais conhecidas), um dos idealizadores da Fundação de amparo à pesquisa do Estado de São Paulo (FABESP). Em agosto de 2008, o cientista foi premiado pela Fundação Guggenheim, em Nova Iorque, em virtude de suas contribuições para o progresso da ciência.

“O planeta vive uma grande onda de extinções, problema que afeta especialmente o Brasil. Se por um lado nos orgulhamos de abrigar cerca de 22% dos animais já catalogados, por outro permitimos que as queimadas, o agronegócio e o comércio ilegal de animais ponha a perder esse patrimônio”, protesta Araquém, com energia.

O fotógrafo fala com autoridade. Em quase 40 anos de carreira, já perdeu a conta de quantas viagens empreendeu pelos diferentes biomas do Brasil. A experiência lhe permitiu publicar mais de 30 livros de fotos, nos quais seduz o público para a exuberância da natureza brasileira enquanto também evidencia a necessidade de pesquisar e proteger mais e destruir menos.

“O Brasil tem cerca de 200 mil espécies animais registradas. Estima-se que esse número represente só um décimo do total existente. Além disso, apenas 1% das espécies conhecidas é estudado com profundidade, pois o país carece de taxonomistas. Publicações como esta mostram seres que muitas vezes nem os brasileiros conhecem. Mais do que isso, ajudam a colocar a fauna na pauta do dia”, propõe o fotógrafo.

Bichos do Brasil tem textos de Antonio Paulo Pavone e Marcelo Delduque, projeto gráfico de Victor Burton e Ângelo Allevato Bottino, arte final de Fernando Moser e 150 fotos em cores de Araquém Alcântara. Edição bilíngüe português-inglês, formato 24 cm x 30 cm. Capa dura. Tiragem de três mil exemplares. Preço: R$ 130,00.

O livro é editado com o patrocínio do Grupo ThyssenKrupp, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet

Bichos do Brasil será lançado juntamente com outro livro de fotos de Araquém Alcântara, Mata Atlântica, em 17 de dezembro, quarta-feira, a partir das 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073 – Tel: 11.3170-4033).clip_image003

Mata Atlântica

Como forma de chamar a atenção para a riqueza da floresta nativa da costa brasileira e para a importância da preservação, a editora TerraBrasil lança em 17 de dezembro de 2008 o livro Mata Atlântica, com fotos de Araquém Alcântara, o mais importante fotógrafo de natureza do Brasil, e texto de apresentação de Paulo Nogueira-Neto, presidente da Fundação Florestal e um dos pioneiros na causa ambiental, com trabalho de reconhecimento internacional.

Em 140 fotos, Araquém registra todos os aspectos e regiões da mata, do sul ao nordeste do Brasil. Com um trabalho apaixonado, propõe uma experiência sensorial ampla. “A Mata Atlântica é uma sinfonia de sons e silêncios. São milhares de espécies de animais, flores, plantas e árvores. Tem avencas e samambaias pelo chão, orquídeas por toda parte, as bromélias estão em cada árvore, os liquens parecem cobertores para os troncos. A Mata Atlântica é a coisa mais bela que já vi”, se delicia Araquém Alcântara.

Com a juventude passada em Santos (SP), o fotógrafo possui ligação afetiva com a floresta: “Há mais de dez anos eu queria fazer um livro específico sobre a Mata Atlântica. E agora o dedico a Tom Jobim, um apaixonado pela natureza e que a definiu como ‘floresta encantada’”, afirma Araquém sobre este seu 37º livro.

Nascido em Florianópolis (SC), Araquém se mudou na adolescência para Santos. Na costa paulista seu pai lhe apresentou a Mata Atlântica. O jovem ficou encantado: “Foi pelas mãos de meu pai que percebi, ainda garoto, a beleza extraordinária da mata, o quanto ela possui de unidade e mistério”, diz.

Para ele, documentar a floresta tropical é de uma dificuldade estimulante. “A mata fechada é escura. Ela entrecorta o sol e a sombra. Por um lado, fascina. Por outro, aflige. A mata não é convidativa para um fotógrafo, é preciso enfrentar toda a sorte de desconforto e exercitar a todo instante a paciência e a contemplação.

Araquém conta mais: Perco a maioria das fotos na mata, mas aquelas que dão certo compensam toda a busca. Viver a mata é uma experimentação mística, o encontro com a beleza e o eterno” .”

Mata Atlântica tem prefácio de Fábio Feldman, textos de Felipe Milanez, Marcelo Delduque e Heloisa Bio Ribeiro, projeto gráfico de Victor Burton, Ângelo Allevato Bottino e Fernando Moser, produção de Regina Belfort. Edição bilíngüe português-inglês, 260 páginas no formato 28 cm x 32 cm. Capa dura. Tiragem de três mil exemplares. Preço: R$ 130,00.

Mata Atlântica será lançado juntamente com outros livros de fotos de Araquém Alcântara, Cabeça do Cachorro, em co-autoria com Drauzio Varella, e Bichos do Brasil, no dia 17 de dezembro, quarta-feira, a partir das 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073 – Tel: 11.3170-4033).

Araquém Alcântara, perfil

Aos 57 anos, Araquém Alcântara é considerado o mais importante fotógrafo de natureza do Brasil e um dos melhores do mundo. Apaixonado pela natureza, já publicou 36 livros em quase 40 anos de carreira. O título Terra Brasil (DBA, 1998; Melhoramentos, 2001) já vendeu mais de 80 mil cópias e é o livro de fotografia mais vendido no país.

Para Araquém, sua missão é seduzir o público para a beleza das riquezas naturais do país, como também alertar a todos sobre a urgência de proteger o patrimônio ambiental.

Suas publicações compõem um riquíssimo inventário da história natural do país, com o testemunho de uma infinidade de espécies de pássaros, répteis, mamíferos, flores, árvores e outros seres, além das histórias das pessoas que habitam esses locais.

Araquém foi o primeiro fotógrafo a documentar todos os parques nacionais do país, como também o primeiro brasileiro a produzir uma edição especial para a National Geographic, intitulada Bichos do Brasil.

Com o seu trabalho pioneiro já obteve mais de 40 prêmios nacionais, sendo quatro internacionais. Em 2007, recebeu o Prêmio Dorothy Stang de Humanidade. No mesmo ano, conquistou o Prêmio Fernando Pini, concedido pelas indústrias gráficas para Mar de Dentro, considerado o Melhor Livro de Arte do Ano. Em 2006, recebeu o segundo lugar do Prêmio Jabuti, o mais importante do meio literário, na categoria Fotografia, com o livro Amazônia.

Em dezembro de 1997, ele realizou a sua mais importante exposição individual no exterior, Terra Brasil, na Canning House Gallery, em Londres, com 70 imagens dos parques nacionais.

O fotógrafo tem também trabalhos adquiridos pelos acervos do Museu do Café (Kobe, Japão), do Centro Georges Pompidou (Paris, França), do Museu Britânico (Londres, Reino Unido), do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e do Museu de Arte Moderna (MAM, São Paulo), entre outras casas.

Mais informações estão disponíveis no site oficial do fotógrafo: http://www.araquem.com.br

Manoel Carlos Jr.
Luciana Lamanna
Daniela Oliveira
Luiza Goulart

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Uma resposta to “ARAQUÉM ALCÂNTARA LANÇA TRÊS GRANDES LIVROS DE FOTOGRAFIAS EM DEZEMBRO”

  1. yades Says:

    isso aqui e uma b o s t a

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