Archive for 23 de novembro de 2008

Bob Burnquist faz festa em casa e é campeão da Oi MEGARAMPA

novembro 23, 2008

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Brasileiro supera cinco skatistas estrangeiros e garante o título da competição encerrada neste domingo no Sambódromo do Anhembi, que recebeu grande público

São Paulo (SP) – Bob Burnquist é o dono da Oi MEGARAMPA. Ele enfrentou cinco skatistas estrangeiros na final, mas não deixou a taça de campeão fugir do Brasil na competição que distribuiu a maior premiação da história do skate nacional, um total de US$ 85.500 (cerca de R$ 206 mil).61878_72094_prefeito_39121

Com um desempenho bem superior ao dos adversários, o brasileiro garantiu o lugar no topo do pódio e fez a alegria das oito mil pessoas – lotação máxima permitida – que compareceram, na manhã deste domingo, ao Sambódromo do Anhembi. “Esta vitória é para este público sensacional. Este evento é um marco para o skate brasileiro”, afirmou, emocionado, o vencedor.

Mais do que o título, Bob Burnquist comprovou sua condição de ídolo não só do skate, como do esporte nacional. Foi ovacionado em todas as cinco descidas previstas para cada atleta na competição, teve seu nome gritado nas arquibancadas e das centenas de pessoas que, sem ingressos, tentaram assistir ao desempenho dos atletas do lado de fora do Sambódromo.

Depois da premiação, ele ainda fez a alegria do público ao sambar ao lado de ritmistas e passistas da escola de samba Gaviões da Fiel. “O skate é alegria, união e esta festa que todos puderam assistir”, disse o campeão. Bob fez uma surpresa para o público estendendo uma grande faixa que cobriu o drop com a frase: “Sim, nós podemos”, numa referência ao slogan de campanha do presidente eleito dos Estados Unidos Barack Obama. “Cresci no Brasil e aprendi a andar de skate aqui. Este evento é para todo brasileiro que viu o esporte crescer”, afirmou.61878_72095_bob_3518

Bob Burnquist superou na final, pela ordem, o australiano Jake Brown, e os americanos Andy MacDonald, Buster Halterman, Rob Lorifice e Adam Taylor. “Estou feliz não só pela terceira colocação, mas pela festa que foi este campeonato. Quando via lá de cima da rampa (de 27 metros de altura, equivalente a um prédio de nove andares) a vibração das pessoas lá embaixo, ficava com vontade de acertar as manobras. Em todo o mundo, nunca vi nada igual ao público brasileiro”, afirmou MacDonald, de Baltimore, Maryland.

Novas vitórias – A programação deste domingo da Oi MEGARAMPA teve a realização de uma “Demo” (demonstração) de BMX protagonizadas pelos americanos Kevin Robinson, Morgan Wade e Anthony Napolitan, três dos maiores nomes da Big Air e Dirt Jump, as modalidades mais extremas do ciclismo radical no planeta.

Houve ainda a disputa da Nescau Xpression Session, que teve como vencedor absoluto também Bob Burnquist. Ele foi o autor da manobra mais radical no “gap” (parte central da pista), com um indy 540º (forma de se pegar no skate com giro de 540 graus) e no “quarter” (último obstáculo da pista), com um switch stalefish 360º (forma de se pegar no skate com giro de 360 graus com a base invertida).

O evento foi finalizado com o Oi Aéreo, competição em que os skatistas tentaram, durante 30 minutos, voar o mais alto possível no quarter-pipe. O grande vencedor foi Jake Brown, com um salto de 6,50 metros – 1,20 metro abaixo do recorde mundial pertencente ao americano Danny Way. “Foi muito legal ter vencido o salto em altura e ter ficado em segundo na competição principal”, disse o australiano.61878_72093_publico_3724

Danny Way – O americano, inventor da megarampa, a modalidade mais radical do skate, foi um dos primeiros a cumprimentar Bob Burnquist depois que o brasileiro foi declarado vencedor da competição principal. O skatista iria participar do evento no Sambódromo, mas caiu em sua primeira descida, quando testava a pista na quarta-feira, sentiu uma antiga contusão nas costas e ficou fora da disputa.

Após dar um forte abraço no amigo campeão, Danny Way declarou que ficou impressionado com a qualidade do evento e mais ainda com a energia da torcida brasileira, que lotou a arquibancada central da passarela do samba paulistano. “Foi incrível tudo o que vi aqui. Os skatistas se superaram e o público foi sensacional”, disse o americano

Danny Way, já conformado em não poder competir no Brasil, prometeu voltar para a próxima edição da Oi MEGARAMPA, que deve ser realizada em São Paulo em 2009. “Fiquei triste de ter ficado de fora, meu corpo pode ainda estar doendo, mas minha mente está muito feliz pelo que vi durante todo o evento”, comentou um dos maiores ídolos do skate mundial na atualidade.

Márcia Casz, diretora da Maxsports, uma das empresas organizadoras da competição, ao lado da Brasil 1 e Zoobamboo do Brasil, ficou muito satisfeita com o evento e com a receptividade do público paulistano. “A Oi Megarampa foi um sucesso absoluto, o que reafirma nossa intenção de manter o campeonato no Brasil nos próximos três anos”, enfatizou Márcia.

Sérgio Mello, diretor da Brasil 1, também ficou feliz com o resultado da Oi MEGARAMPA. “Foi um mega-evento, numa mega-metropóle e com um mega-público. E o mais impressionante é que a competição já nasceu consolidada. Tornou-se o evento da semana na cidade e agradou a todo mundo”, afirmou.

Classificação da final do skate:

1º Bob Burnquist – 178.00
2º Jake Brown – 175.00
3º Andy MacDonald – 172.00
4º Buster Halterman – 153.00
5º Rob Lorifice – 105.00
6º Adam Taylor – 63.33

A Oi MEGARAMPA teve patrocínio da Oi, co-patrocínio da Neosaldina e Nescau. O evento foi realizado pela parceria entre Brasil 1 Entretenimento, MaxSports e Zoobamboo do Brasil, com apoio da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, Confederação Brasileira de Skate e da URGH.

Mais informações : http://www.oimegarampa.com.br

fotos: Luiz Doro/adorofoto

Roberto Pierantoni – Mtb 18.194/ Glenda Carqueijo – Mtb 39.711

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Definidos os finalistas da Oi MEGARAMPA

novembro 23, 2008

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A decisão da prova de skate, na manhã deste domingo, no Sambódromo do Anhembi, terá a participação de um brasileiro, quatro americanos e um australiano61832_71906_pedro4463

São Paulo (SP) – Quatro skatistas americanos garantiram presença na final da Oi MEGARAMPA, que acontece neste domingo, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. A disputa decisiva terá início às 11h30 e será transmitida ao vivo pela Rede Globo, dentro do programa Esporte Espetacular. Nenhum dos sete brasileiros que participaram da prova classificatória, no início da noite deste sábado, avançou para a decisão.61832_71934_andy_2915

Andy MacDonald, Adam Taylor, Buster Halterman e Rob Lorifice se juntam ao brasileiro Bob Burnquist e ao australiano Jake Brown, que já estavam pré-classificados para a final por serem os dois competidores do evento mais bem colocados no ranking mundial na modalidade mais radical do skate. “Fiquei impressionado com a vibração e energia do público brasileiro que, mesmo com chuva forte, não foi embora para casa”, disse MacDonald, primeiro colocado na eliminatória. 61832_71936_chuva4698

A prova classificatória começou a ser disputada por volta das 14 horas deste sábado, mas foi interrompida por causa de uma chuva forte que caiu por quase uma hora sobre a passarela do samba paulistano. A competição só voltou às 18h30 depois da secagem da pista e, mesmo assim, foi assistida por cerca 10 mil pessoas, segundo a organização do evento.61832_71935_buster_e_rob_2824

Pelo sistema de disputa da modalidade, cada skatista deu cinco descidas na rampa de 107 metros de extensão e 27 de altura (equivalente a um prédio de nove andares) montada no Sambódromo, que foram analisadas por cinco juízes – os americanos Steve Caballero, Christian Hosoi, Chris Miller, Brian Harper, e o brasileiro Sérgio Negão, todos eles lendas do skate na década de 1980.61832_71908_bob1502

Brasileiro favorito – Apesar de enfrentar cinco estrangeiros na final deste domingo, o brasileiro Bob Burnquist é apontado pelos próprios adversários como favorito ao troféu de campeão. “O Bob trouxe a megarampa para o Brasil, compete em casa e, com o apoio que terá da torcida, será difícil vencê-lo”, afirmou Andy MacDonald.

O único representante do Brasil na decisão, porém, não quer saber de clima de já ganhou. “Pela classificatória, vi uma evolução enorme dos skatistas. Gostei muito do nível apresentado pelo Pedrinho (Barros), Edgard “Vovô” e Sandro Dias”, declarou Bob Burnquist, um dos responsáveis por trazer a megarampa para o País. O americano Danny Way, que inventou a megarampa, não pôde competir por causa do acidente sofrido nos treinos de quarta-feira.

Também fez parte da programação da Oi MEGARAMPA neste sábado uma “Demo” (demonstração) de BMX protagonizadas pelos americanos Kevin Robinson, Morgan Wade e Anthony Napolitan, três dos maiores nomes da Big Air e Dirt Jump, as modalidades mais extremas do ciclismo radical no planeta.

A apresentação dos bikers, contudo, foi interrompida pelo retorno da chuva, que obrigou o adiamento para este domingo da Nescau Xpression Session, disputa que premiará com US$ 2.500 (cerca de R$ 6.000) os autores da manobra mais radical no “gap” (parte central da pista) e a mesma quantia para a realizada no “quarter” (último obstáculo).

Nova geração – Uma das atrações da competição do skate foi o catarinense Pedro Barros, de apenas 13 anos. Uma das grandes promessas mundiais do esporte do “carrinho”, ele não conseguiu se classificar para a grande final. Contudo, foi muito aplaudido pelo público e elogiado pelos skatistas.

Pedrinho, como é chamado, não mostrou receio em descer a rampa que ele chamou de “animal” e competiu de igual para igual com os atletas mais experientes – todos, exceto o americano Adam Taylor, 19 anos, com mais do dobro de sua idade – da modalidade megarampa. “Fiquei muito feliz de competir aqui”, disse.

Confira a classificação deste sábado:

Andy Macdonald – 89.33

Adam Taylor – 85.33

Buster Halterman – 85.33

Rob Lorifice – 84.33

Sandro Dias – 83.00

Lincoln Ueda – 82.33

Edgar Vovô – 80.00

Pedro Barros – 75.67

Cristiano Matheus – 75.00

Vitor Simão – 73.00

Digo Menezes – 69.00

Programação de domingo

8h – abertura dos portões para o público

8h30 às 10h – Treinos

10h às 11h – Demo BMX

11h30 às 12h30 – Final Skate

13h às 13h30 – Oi Aéreo

A Oi MEGARAMPA tem patrocínio da Oi, co-patrocínio da Neosaldina e Nescau. O evento está sendo realizado pela parceria entre Brasil 1 Entretenimento, MaxSports e Zoobamboo do Brasil, com apoio da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, Confederação Brasileira de Skate e da URGH.

 

Mais informações : http://www.oimegarampa.com.br

Roberto Pierantoni – Mtb 18.194/ Glenda Carqueijo – Mtb 39.711

 

Guns N’ Roses: a fúria renasce hoje

novembro 23, 2008

105319FOTOS: divulgação/GS

As primeiras músicas assustaram. Seria o Guns n’ Roses mais um refém da música eletrônica? Teria Axl Rose, após tantos anos de reclusões e confusões, sido seduzido por timbres industriais? Com um grupo novo a cada seis meses, o futuro da maior banda do mundo do início dos anos 90 era incerto. O novo álbum de músicas inéditas, postergado durante 14 anos, era lenda. Não passava de balela. Virou piada.

Sem Slash, Duff Mackagan ou qualquer outro músico que desse certeza de que o Guns n’ Roses fosse manter um mínimo de ligação com seu passado, Axl Rose conduziu o barco sozinho. Gravou, regravou, marcou, adiou. Foi em 2001 a tentativa mais próxima de renascimento. A banda voltou ao palco no Rock in Rio 3, no Brasil, com um vocalista gordinho e músicas novas.

Madagascar, uma balada cheia de teclados, conquistou os fãs. Já outras canções com guitarras cheias de efeitos eletrônicos fizeram muita gente virar a cara. Ninguém queria o Guns parecendo o Marilyn Manson. A turnê, que era para seguir adiante, desandou e tudo voltou à estaca zero. Notícias davam conta de que o disco novo estava pronto, mas Axl mandou que os músicos regravassem tudo. Nesse vai-e-vem, contam as histórias obscuras do rock’n’roll que teriam sido gastos mais de 13 milhões de dólares e um número sem fim de horas de estúdio.

Em 2008, um novo sopro de esperança. A marca de refrigerantes Dr. Pepper prometeu publicamente que daria uma unidade de seu produto para cada americano caso o Guns n’ Roses lançasse seu álbum ainda este ano. Pois parece que vai se dar mal. O mundo todo noticia: neste domingo, 23 de novembro, Chinese Democracy chega às lojas. E parece que, dessa vez, não é invenção.

Até mesmo lojas brasileiras já vendem por encomenda o CD, que ganhará ainda versão em vinil. E pra quem não acredita, o site de relacionamentos Myspace lançou na quinta-feira um canal especial da banda, incluindo contagem regressiva para o lançamento e, tcharãm: todas as 14 músicas, na íntegra, para audição. Todas. Quer mais credibilidade que isso?

TÁ, E AÍ? – E aí que quem pensou no Guns como um lixo industrial, um emaranhado de guitarras e baterias eletrônicas sem criatividade, vai ter que tapar a boca. Palavra de quem começou a gostar de música por causa do Guns n’ Roses: Chinese Democracy é de arrepiar os pêlos do braço. Talvez um pouco pela sensação de ouvir a banda na ativa novamente, mas muito mais pela qualidade.

Axl Rose tem, sim, muita garganta ainda. Há toques eletrônicos, mas o rock, cru, é a verve do trabalho. Os rocks de arena não existem mais, mas uma profusão de baladas que não necessitam mais do que voz e piano ganham cara de hits automáticos. A produção às vezes é exagerada, mas pode ser explicada pela necessidade de lançar algo com um mínimo de erros, que justificasse a espera de longos anos.

O primeiro single é um petardo, Chinese Democracy, para mostrar que o grupo não abandonou o peso. Não espere a raiva de Appetite for Destruction, os violões de Lies, nem o sucesso pop de Use your Illusion. O novo disco é único na história do Guns, sem rótulos. Algumas canções surpreendem por fugirem totalmente do que os fãs estão acostumados. Mas tire as suas próprias conclusões. Pra saber antes de o disco chegar às lojas, dê uma passada em myspace.com/gunsnroses.

O Guns n’ Roses, por enquanto, é Axl Rose, Tommy Stinson (baixo), Ron “Bumblefoot” Thal (guitarra), Dizzy Reed (piano e teclados), Frank Ferrer (bateria), Richard Fortus (guitarra) e Chris Pitman (teclados e programação eletrônica). Viva a democracia chinesa.

CANÇÃO A CANÇÃO

1.Chinese Democracy – O disco começa nervoso no primeiro single. Uma guitarra base pesada sustenta uma sobreposição de vozes. O clima é sombrio é lembra You Could be Mine, de 1991.
2.Schackler’s Revenge – Aqui os efeitos eletrônicos vão afastar os fãs mais puristas no início. O bom refrão eleva o clima. A goela de Axl Rose está mais afiada do que nunca.
3.Better – “Guns n’ Roses?”, dirá você ao ouvir a introdução. A mais comercial até aqui, com belas linhas vocais. Poderia estar em um disco do Linkin Park, mas Axl grita pra lembrar que é Guns.
4.Street of Dreams – O piano introduz a primeira balada do disco. Quem esperava um vocalista limitado, encontra aqui a prova de que a amplitude vocal de Rose continua em forma. Bela canção.
5.If the World – A introdução constrói uma atmosfera sensual, carregada até o final da música. Uma batida suingada conduz um Guns n’ Roses mais maduro, talvez buscando um público à altura. Mas, para o velho e bom rock n’ roll, o momento chato do disco.
6.There was a Time – Mais um rockão. A orquestração no fundo abre passagem pra uma guitarra rasgada no refrão. Os solos de guitarra ganham importância e aparecem em timbres variados. Só falta o Slash.
7.Catcher in the Rye – Uma balada que poderia muito bem ter saído de Use your Illusion. Sem elementos eletrônicos, só o Guns em seu melhor estilo. Uma das melhores de Chinese Democracy.
8.Scraped – As vocalizações marcam a música, que tem uma guitarra grave e abafada. Novamente uma dobra de vocais, em tons diferentes. Não empolga muito, mas fica na média.
9.Sorry – Momento zen. Até explodir por breves instantes em um riff de guitarra econômico e pesado, tipo Black Sabbath.
10.Riad n’ the Bedouins – Se ainda tiver condições físicas, essa será a música pra Axl Rose correr pelo palco, como nos bons tempos. O mais próximo que o Guns chegou aqui ao clima frenético de Appetite for Destruction.
11.IRS – Balada dramática que cresce no refrão. Essa já era conhecida dos shows. Foi uma das músicas que deu aos fãs uma idéia sobre o que seria o Guns após tantos anos na obscuridade.
12.Madagascar – O público brasileiro ouviu essa música no Rock in Rio de 2001. No disco, ganhou bateria eletrônica e um trabalho de dramatização da voz. Belíssima.
13.This I Love – Lirismo puro. Axl Rose transforma o amor do título em música. Não precisa mais do que ele, o piano e uma leve orquestração de fundo. Pra completar, um solo com timbre inspirado da guitarra. Emocionante.
14.Prostitute – Pra terminar, mais uma canção com batida pop, piano e uma guitarra bem de leve, engrossando só no refrão. É uma das radiofônicas de Chinese Democracy. Quando vem o próximo?

fonte: Gazeta do Sul