Archive for 15 de novembro de 2008

Livro Autoposters retrata a história dos mais antigos

novembro 15, 2008
Preparado por José Luiz Vieira, o título conta a história de alguns dos primeiros automóveis do mundo, com uma narrativa poética e ilustrações

Chega esta semana às bancas e livrarias de todo o Brasil, o primeiro livro da série Autoposters, preparado por José Luiz Vieira, um dos mais experientes e reconhecidos profissionais do segmento automotivo do Brasil. O título conta a história de alguns dos primeiros automóveis do mundo, com uma narrativa poética e ilustrações ricas para compor uma autêntica coleção. O livro Autoposters traz modelos interessantes como o primeiro carro a gasolina, o precursor dos híbridos, o pioneiro veículo flex, entre outros.

“Este é um catálogo que traz fotos em tamanho grande, com acabamento de luxo e informações ricas para quem gosta da história do automóvel, seja para guardar na estante, seja para emoldurar num quadro”, explica José Luiz Vieira, que também é autor do livro “A história do Automóvel: a evolução da mobilidade”, igualmente editado pela editora Alaúde.
No título Autoposters, o leitor poderá aprender uma das teses de José Luiz Vieira, de que a indústria automobilística realiza hoje alguns projetos que existem há várias décadas, e que só não chegaram ainda ao mercado, por limitação tecnológica.
No livro, por exemplo, o autor terá contato com o primeiro veículo flex e também pioneiro na fabricação em escala mundial, o Ford T, lançado em 1908, há exatamente 100 anos. O modelo T foi o primeiro automóvel de baixo custo que chegou ao mercado com peças padronizadas e montado no sistema de linha de produção, duas revoluções para a época. Seu motor de 20hp levava o carro a velocidade máxima de 75Km/h e tinha rendimento de até 12 Km com um litro de combustível.
Outro clássico da primeira série do Autoposters é o Rolls Royce Silver Ghost, de 1906, que era o automóvel mais caro do seu tempo. Focado no público de altíssimo poder aquisitivo, tinha um eficiente e silencioso motor de 50hp, câmbio de quatro marchas com overdrive e acabamento de luxo inspirado nas carruagens. Seu preço de US$ 8 mil dólares era dez vezes mais alto que o do Ford T . Recentemente, um dos sobreviventes da linha Silver Ghost foi colocado à venda nos Estados Unidos por US$ 50 milhões.

Além do primeiro veículo de luxo, o leitor também encontrará uma ilustração do modelo Oldsmobile Curved Dash , produzido entre 1901 e 1904 e que inaugurou a fase de produção em massa de automóveis. Uma unidade do Curved Dash pode ser vista de perto no Museu de Tecnologia da Ulbra, em Canoas, Rio Grande do Sul.

Outros modelos como o Triciclo de Karl Benz, considerado o primeiro automóvel do mundo, e também o Éclair, que trouxe a inovação dos pneus inflados por ar, estão nesta brilhante obra. No início de 2009, José Luiz Vieira promete a continuidade da série Autoposters, com um catálogo que compreende os veículos lançados entre 1908 e 1950. (Texto de Marcos Camargo Jr)

Quanto custa e onde comprar?


Grandes Livrarias: Fnac, Cultura, Nobel, Martins Fontes, e outras
Autoposters: os primeiros automóveis da história
Autor: José Luiz Vieira
Editora Alaúde:
telefone (11) 5572-9474
http://www.alaude.com.br
Preço sugerido R$ 44,90
Vendas para Empresas como brinde:
Vera Vieira
Preços especiais para tiragens maiores
(11) 4612-5328/4612-5234/4612-9466
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‘O metal nunca vai morrer’, diz guitarrista do Judas Priest

novembro 15, 2008

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Banda inglesa toca  em SP nos dias 15 e 16.
Guitarrista Glenn Tipton concedeu entrevista exclusiva ao G1.

Amauri Stamboroski Jr. Do G1, em São Paulo

 Um dos principais nomes da chamada New Wave of British Heavy Metal (“Nova onda do heavy metal britânico”), no final dos anos 70 e começo dos 80, ao lado de grupos como Iron Maiden e Saxon, a banda inglesa de heavy metal Judas Priest está em turnê pelo Brasil nesta semana.

 Com 35 milhões de discos vendidos em todo o mundo, o Judas Priest foi apelidado pelos fãs de “Metal Gods” (“Deuses do Metal”), em referência a uma música com o mesmo nome. É a terceira vez que a banda toca no Brasil (a primeira foi em 1991, no Rock in Rio), desta vez celebrando a volta de Rob Halford, vocalista original do Judas Priest que voltou ao grupo em 2003. O G1 falou com o sexagenário (fez aniversário no dia 25 de outubro) guitarrista Glenn Tipton por telefone, na Inglaterra. Confira a entrevista:

G1Nos últimos meses, uma série de artistas de heavy metal e hard rock têm reaparecido na mídia, com o Metallica voltando à velha forma e o AC/DC em primeiro lugar nas paradas. O mundo ainda tem espaço para o heavy metal?

Genn Tipton – Não, eu acho que o metal nunca vai morrer. Nós viajamos pelo mundo e encontramos fãs de heavy metal em todos os lugares – nós acabamos de tocar na Turquia e encontramos um público incrível lá. O gênero está aí desde o começo dos anos 80, e só fica mais forte a cada dia.

G1E qual você acha que é o papel do Judas Priest nessa cena?

Tipton – Existem muitas bandas que citam a gente como influência, e nos nossos shows, existem muitos fãs jovens também. Acho que a nossa tarefa é inspirar as pessoas e conquista-las para o gênero.

G1A música do Judas Priest tem figurado em diversos videogames, especialmente em títulos como “Guitar hero” (a banda foi a primeira a ter um álbum inteiro para download no “Rock band”, com “Screaming for vengeance”). Você chegou a jogar interpretando você mesmo na guitarra virtual?

Tipton – Não, ainda não experimentei, mas vou tentar jogar quando voltar da turnê.

G1A volta do vocalista Rob Halford fez a banda reviver os seus dias de juventude?

Tipton – O bom do fato do time de compositores do Judas Priest ser formado por mim e K.K. (K.K. Downing, também guitarrista) é que temos uma fórmula que funciona, independente da situação. É claro que os nossos fãs o queriam na banda e esse cinco anos desde que Halford voltou têm sido maravilhosos.

G1Como você acha que os fãs reagiram à notícia de que Rob Halford é gay (Halford assumiu publicamente ser homossexual em uma entrevista para a MTV em 1998, mas seus companheiros de banda sempre souberam do fato)? Você acha que existe espaço para a homofobia no heavy metal?
Tipton – Nós já estamos em 2008, imagino que ninguém mais tenha problemas com isso. Rob é um cara incrível, e no fim das contas, o que importa é a banda e a música, e sabemos que os fãs entendem isso muito bem.

G1Você já gravou dois álbuns-solo (“Baptism of fire”, de 1997, e “Edge of the world”, de 2006). Tem planos de manter uma carreira solo?

Tipton – Eu gravei esses discos em momentos em que o Judas Priest estava parado. Adorei fazê-los, mas minha prioridade sempre vai ser o Priest – a banda é a razão pela qual eu comecei a tocar guitarra, então é uma política pessoal que eu sigo.

G1O Judas Priest tem uma série de fãs em todo o mundo, incluindo o Brasil, e vocês viajam para inúmeros países, tocando para diferentes platéias. Os fãs de metal são iguais em todo o mundo ou existem países onde é melhor para se tocar?

Tipton – Cada país e cada parte do mundo tem suas características próprias, que muitas vezes são refletidas no comportamento dos fãs. Nosso público na América do Sul é enérgico, participa do show, se envolve de verdade. No Japão o público também é muito entusiasmado – nós amamos platéias selvagens!

fonte: G1