Archive for 13 de novembro de 2008

Gary Moore: “Bad For You Baby”

novembro 13, 2008
   
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Foto: Divulgação
 
O lendário guitarrista irlandês lança mais um disco recheado de blues, esbanjando seu talento como instrumentista e vocalista. Aqui está acompanhado de Vic Martin (teclados), Pete Rees (baixo) e Sam Kelly (bateria). Desde seu álbum solo de maior sucesso, “Still Got The Blues”, de 1990, Gary Moore sempre tem lançado discos de estúdio neste estilo. Desta vez, de forma magistral.

“Did You Ever Feel Lonely” é a canção de seis minutos que abre o álbum com um feroz ‘riff’ que logo dá lugar a um blues mais lento com vocal seguido de guitarra – no meio, um solo de guitarra matador. Mas aquelas baladas blues tradicionais estão em “I Love You More Than You’ll Ever Know” e em “Trouble Ain’t Far Behind”, que são mais longas (dez minutos aproximadamente) e são mais choradas, tanto no vocal como na guitarra, remetendo a um clima de melancolia embriagada de fim de noite num boteco.

Porém o álbum tem mais músicas animadas que ‘down’. Por exemplo, o blues dançante tem vez em “Down The Line” (com um solo que soa como Angus Young em alta rotação), “Walkin’ Thru The Park” e “Mojo Boggie”.

Outras composições incorporam muito soul ao estilo: “Preacher Man Blues” e “Umbrella Man” parecem ter saído de algum disco de Glenn Hughes. Nesta última, Moore sola com muita inspiração.

“Holding On” tem vocação de ‘hit’ e, caso a gravadora faça um bom trabalho de divulgação, tocará nas rádios tanto quanto “Still Got The Blues”. É uma deliciosa canção de blues romântico e chique.

Completam este excelente trabalho o blues malicioso de “Bad For You”, que coloca uma pitada de humor no álbum, e “Someday Baby”, que lembra Stevie Ray Vauhan, principalmente pelos teclados.

No álbum “Bad For You”, Gary Moore compôs ótimas canções e selecionou outras no mesmo nível criadas por outros compositores e em todas elas gravou solos incríveis, mesclando criatividade e velocidade, como sempre fez em sua carreira, porém, mais inspirado que o habitual. Um dos melhores trabalhos da sua respeitada trajetória solo.

GARY MOORE: BAD FOR YOU BABY (2008)
2_2580_capa 01. Bad For You Baby 02. Down The Line 03. Umbrella Man 04. Holding On 05. Walking Thru The Park 06. I Love You More Than You’ll ever Know 07. Mojo Boogie 08. Someday Baby 09. Did You Ever Feel Lonely? 10. Preacher Man 11. Trouble Ain’t Far Behind
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Quando o iPod faz mal ao coração

novembro 13, 2008
Segundo um estudo apresentado durante a reunião da American Heart Association, os imãs presentes nos fones de ouvido podem prejudicar o funcionamento de dispositivos cardíacos
Cristiane Segatto

 
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Os imãs dos fones de ouvido podem alterar os sinais que os marcapassos e desfibriladores enviam ao coração 
Ouvir música no iPod ou em outros tocadores de MP3 é uma das melhores invenções tecnológicas dos últimos tempos. Quase ninguém resiste a esses aparelhinhos. Mas os médicos, para não perder a tradição de estraga-prazeres, acabam de fazer um alerta: esse hábito pode ser perigoso no caso de pessoas que usam marcapasso ou desfibriladores implantados no peito.

Imãs presentes nos fones de ouvido podem prejudicar o funcionamento de dispositivos cardíacos, segundo um estudo apresentado durante a reunião da American Heart Association, um dos mais importantes congressos de cardiologia que está sendo realizado em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos.

O marcapasso emite impulsos elétricos para acelerar ou reduzir o ritmo dos batimentos cardíacos. Quando exposto aos ímãs dos fones de ouvido, porém, o marcapasso pode enviar sinais que fazem o coração bater rápido demais ou muito devagar, mesmo quando isso não é necessário.

“No caso de pessoas que usam desfibriladores implantáveis, os riscos podem ser ainda mais sérios”, disse o autor do estudo, William H. Maisel, do Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston. “O imã pode desativar o desfibrilador temporariamente”.

No estudo, 60 voluntários colocaram os fones de ouvido diretamente sobre o peito. Interferências eletromagnéticas foram observadas em 14 deles (23%).

Se você usa desses dispositivos cardíacos

– não coloque os fones de ouvido no bolso da camisa

– não jogue os fones sobre os ombros

– não deixe que uma pessoa deite no seu colo se ela estiver usando esses aparelhos de áudio

 O futuro dos marcapassos

Os marcapassos funcionam com baterias que precisam ser trocadas, em média, a cada cinco anos. Para trocar a pilha, os médicos precisam submeter o paciente a uma nova cirurgia. No futuro, porém, é possível que os marcapassos possam ser alimentados por uma fonte alternativa de energia: o próprio coração.

Pesquisadores da Southampton University, do Reino Unido, apresentaram no congresso de New Orleans um microgerador que é alimentado pelos batimentos cardíacos. Num experimento preliminar, o aparelho foi capaz de produzir 17% da eletricidade necessária para fazer funcionar um marcapasso artificial.

Se a próxima geração de marcapassos incorporar essa tecnologia é possível que as baterias se tornem mais duráveis. Com isso, a quantidade de cirurgias para troca de pilhas poderá ser reduzida. Vai demorar alguns anos até que essa pesquisa dê origem a um produto. Mas não deixa de ser uma boa notícia.

fonte: REVISTA ÉPOCA