Como está o seu inglês?

Inglês ‘técnico’ já não é mais suficiente para profissionais de TI. Por Danielle Sarraf.

Passaram-se quase duas décadas desde a primeira vez que ouvimos falar em globalização e começamos a sentir seus efeitos indeléveis para a humanidade. Um dos pilares da globalização é a facilidade com que o mundo se comunica. Para tanto, todos sabemos, o idioma que o mundo elegeu foi o inglês. E neste contexto, exagerando um pouco, a falta de domínio do inglês torna o profissional alienado. Como estar inserido no mundo atual sem dominar a linguagem, ferramenta básica para tanto?

Estando os conceitos de globalização, comunicação e tecnologia tão interligados, e tão dependentes do inglês, como explicar que ainda hoje uma das principais carências dos profissionais da área de TI seja o domínio desse idioma?

Por mais paradoxal que possa parecer, creio que a proximidade dos profissionais de TI com o universo da comunicação sem fronteiras, imortalizada pela internet e pelo conseqüente desenvolvimento da indústria ao seu redor, acomoda-os num nível de conhecimento do inglês que, embora não satisfaça ao mercado empregador, também não os prejudica no exercício de suas funções.

A primeira reflexão necessária tem a ver com uma auto-análise sobre o real nível da sua fluência em inglês. Ser fluente numa língua requer muito mais do que, simplesmente, compreender o que se lê. E, para profissionais de TI, essa é a grande armadilha. O inglês dito “técnico”, aquele dos manuais e treinamentos corporativos, não é o inglês fluente esperado pelo mercado, não é o suficiente para considerar-se fluente em inglês. É certo que esse nível de conhecimento é básico para o exercício da grande maioria das funções em TI, mas não será esse o item que irá, verdadeiramente, fazer a diferença em sua carreira e crescimento profissional. Para tanto, será necessário um pouco de esforço e disciplina, como para tudo o mais.

O que torna esse esforço um pouco diferente daquele empregado, por exemplo, na conclusão de uma pós-graduação, que ainda é um diferencial, é que ser fluente em inglês, nos dias de hoje, está se tornando básico para quem quer trabalhar nas grandes empresas, tanto quanto formação superior completa. E, cabe reforçar, o inglês demandado por esses potenciais empregadores é um pouco mais elaborado, inclui habilidade de comunicação, verbal e escrita, neste idioma. Não basta compreender.

Mais uma vez, não se trata de dominar termos técnicos, nem manuais, nem tampouco de mera memorização e repetição. O inglês desejado, aquele no qual vale a pena investir, também não compreende muita gramática, anos de estudo ou certificados de proficiência. Precisa ser o suficiente para ser compreendido e fazer-se compreender dentro de um contexto corporativo, em que erros grosseiros e falta de objetividade não são bem vistos. Lembre-se que, aqui, o que vale para o português, vale também para o inglês.

A escolha da escola de idiomas é uma etapa fundamental, que não pode ser negligenciada sob pena de ser desestimulante e até traumatizante nesse processo. Existem diversas no mercado que adaptaram seu conteúdo a metas específicas para o público executivo, como para participar de reuniões, negociações, entrevistas, entre outras. A partir de uma base de ensino sólida dos fundamentos da língua, aprender os jargões empresariais torna-se mais fácil e mais interessante, uma vez que possibilita a aplicação imediata do que se aprende na sala de aula.

Além do evidente incremento no currículo profissional, desenvolver a habilidade de comunicar-se bem em outro idioma traz ganhos significativos de auto-estima e autoconfiança de um executivo de um modo geral. Portanto, ainda que não seja para suprir uma demanda específica de mercado, e havendo disponibilidade de tempo e de dinheiro, investir no aprendizado e aprimoramento de outro idioma – preferencialmente o inglês – só pode trazer ganhos, profissionais e pessoais. Pense nisso.

Danielle Sarraf é advogada formada pela PUC/SP com MBA pela Fundação Dom Cabral. Trabalhou com consultoria tributária e societária durante alguns anos de sua carreira. Atualmente é Diretora de Recursos Humanos do Grupo PPR. Na coluna Headhunter, a consultora fala de temas relacionados ao comportamento profissional e oportunidades de desenvolvimento de carreira.

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