Scorpions toca para 10 mil pessoas no Chevrolet Hall em Olinda

Um Chevrolet Hall completamente lotado acompanhou, na noite desse domingo (7), a sexta apresentação da banda alemã Scorpions dentro da turnê mundial Humanity Eletro Acústico, iniciada no dia 30 de agosto no Rio de Janeiro. O retorno do grupo a Pernambuco, pouco mais de um ano depois desde o último show na mesma casa de espetáculo, em Olinda, não poderia ter sido melhor. A cidade foi escolhida para a gravação de um futuro DVD, ainda sem data de lançamento, e foi a única do Norte/Nordeste a receber uma apresentação do grupo dentro da turnê.

As cerca de dez mil pessoas que marcaram presença no show desse domingo (7), segundo a assessoria do Chevrolet Hall, responderam à altura da apresentação do grupo alemão. Ao longo de 22 músicas, vários sucessos e algumas surpresas, o Scorpions mostrou mais uma vez porque é considerado um dos maiores nomes do hard rock mundial. Com um repertório dividido em três partes – a primeira elétrica, a segunda acústica e a terceira eletro-acústica -, a banda subiu ao palco às 22h10, pouco mais de uma hora após o horário previsto. A casa de shows justificou, em nota, que o atraso ocorreu devido a problemas técnico-operacionais, já que se tratava da gravação do DVD.

Imprevistos à parte, o show transcorrreu normalmente e surpreendeu não só pela energia do quinteto alemão, como também do público presente, oriundo de várias cidades pernambucanas e, principalmente, de outros Estados nordestinos, como Ceará, Bahia, Paraíba e Alagoas. Durante boa parte da apresentação, especialmente no intervalo de uma música para a outra, a platéia evocava o nome da banda: “Scorpions, Scorpions, Scorpions…”. O coro ensaiado era retribuído com um “muito obrigado” do vocalista sessentão Klaus Meine.

Mas o nome da banda alemã não foi o único evocado. O Sepultura também foi lembrado quando o guitarrista brasileiro Andreas Kisser, convidado especialmente pelo Scorpions para participar da turnê, subiu ao palco para tocar a instrumental “Coast to Coast”, sexta música do setlist. Na canção seguinte, “Always Somewhere”, que marcou o início da fase acústica do repertório, o show ganhou um ritmo ainda mais brasileiro com a presença de três backing vocals femininas e dois percussionistas “tupiniquins”, além do pianista baiano Mikael Mutti.

Em um dos momentos mais emocionantes da apresentação, a platéia acendeu isqueiros e ligou os celulares para celebrar “Wind of Change”, eternamente lembrada como um dos símbolos da reunificação alemã no início dos anos 90. A canção, por sinal, é um dos grandes clássicos do grupo e é querida por boa parte dos fãs. Um deles é o pernambucano Valdenis da Silva, 22 anos, que saiu de São Bento do Una, no Agreste do Estado (a 180 km do Recife), somente para ver o Scorpions ao vivo pela primeira vez. “O rock deles é excelente. É uma banda diferente de todas as outras”, diz.

Outros fãs, no entanto, ainda preferem as músicas mais desconhecidas, até mesmo aquelas onde a única estrela é o baterista. Foi o que aconteceu em “Kottack Attack”, quando o baterista James Kottak atacou, literalmente, ao fazer um solo de mais de cinco minutos. Ele ainda arrancou gritos da platéia quando colocou na cabeça um gorro com as cores verde e amarela e cobriu a própria bateria com a bandeira do Brasil. Como se não bastasse, Kottack ainda gritou para a platéia “Vocês são f….” e exibiu a parte de trás da camisa com a frase “rock and roll forever”, que para a surpresa dos fãs também estava tatuada nas costas do baterista.

Seguindo o exemplo do colega, o vocalista Klaus Meine também resolveu voltar ao palco enrolado na bandeira do Brasil para cantar outro clássico do Scorpions: “Still Loving You”, famoso tema do chamado love metal da década de 80, também queridinha de fãs como o empresário Eudes Soares, 31, e a farmacêutica Lilian Carvalho, 32. O casal saiu de Salvador (BA) apenas para ver o show em Olinda. “A banda transmite muita tranqüilidade. O romantismo dela está em alta. É um love metal”, resume Eudes.

Ao final do show, a banda dá um recado à platéia e pede, ao som de “Humanity”, o fim das queimadas e da derrubada ilegal de árvores na Amazônia. “O futuro do planeta está em suas mãos”, dizia uma das frases estampadas no telão. A mesma mensagem já havia sido passada pela banda em shows anteriores pelo País, inclusive em Manaus (AM), onde o grupo também gravou um DVD no ano passado.

Depois de Olinda, o Scorpions segue agora para Belo Horizonte (10/09), Ponta Grossa (12/09), São Paulo (13/09) e Ribeirão Preto (14/09), encerrando a turnê no Brasil. A partir do dia 17 o grupo segue para uma série de apresentações no México.

Repertório do show em Olinda, no Chevrolet Hall (07.09.08)
1- Hour I
2- Coming Home
3- Bad Boys Running Wild
4- The Zoo
5- No Pain No Gain
6- Coast to Coast
7- Always Somewhere
8- Send Me An Angel
9- Holiday
10- Dust in the Wind
11- Loving You Sunday Morning
12- Tease Me Please Me
13- Wind of Change
14- Rhythm of Love
15- Kottack Attack
16- 321
17- Blackout
18- Big City Nights
19- Still Loving You
20- Humanity
21- Rock You Like a Hurricane
22- A Moment in a Million Years
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